Descoberta de traição motivou morte de dona de panificadora em Aparecida de Goiânia; suspeito foi preso
Athos Evangelista é filho de uma mulher que mantinha um relacionamento amoroso com o marido da vítima
Uma relação extraconjugal, segundo a polícia, foi o que motivou, no último dia dois de janeiro, em Aparecida de Goiânia, o assassinato da comerciante Nilsa Custódio Mateus, de 49 anos. Filho da mulher que estaria se envolvendo com o marido de Nilsa, Athos Evangelista Guimarães, de 23 anos, foi preso suspeito de ser o autor dos disparos que vitimaram a comerciante.
Nilsa Custódio foi agredida e depois assassinada com dois tiros no rosto no banheiro da panificadora de propriedade dela na Avenida União no Setor Garavelo 2. Logo no início das investigações, a polícia descartou a tese de latrocínio (roubo seguido de assassinato), uma vez que o atirador nada levou.
“No curso das investigações nós encontramos a camionete usada pelo assassino para fugir e apreendemos alguns celulares dos suspeitos, ocasião em que descobrimos que a mãe do Athos mantinha um relacionamento amoroso com o esposo da Nilda. Descobrimos também que a Nilsa ligou algumas vezes para a mãe do Athos e pediu para que ela parasse de se encontrar com o marido dela, uma vez que estaria acabando com seu casamento”, relatou o delegado Fabrício Flávio Rodrigues, adjunto do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.
Ao tomar conhecimento de que Nilsa estaria ligando para sua mãe, Athos Evangelista, segundo a polícia, resolveu matá-la. “O Athos afirma que agiu por conta própria, por isso não indiciamos a mãe dele, mas se algum fato novo aparecer, ela também poderá responder pelo assassinato”, concluiu o delegado.
Para executar o crime, segundo as investigações, Athos contou com a ajuda de Vinícius Rodrigues Evangelista, de 25 anos, e de um terceiro criminoso ainda não identificado, que foi quem dirigiu a camionete usada para levá-lo ao local da execução e também na fuga.
Vinícius já teve sua prisão decretada, mas encontra-se foragido. Antes mesmo deste crime Athos já vinha sendo procurado pela polícia, uma vez que tem contra si dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo crime de tráfico de drogas. Durante apresentação à imprensa, ele se contorceu para não ser fotografado e chegou a ameaçar os repórteres caso sua imagem fosse captada.