DNA confirma: restos mortais são de corretora morta em Caldas Novas
Corpo foi liberado à família e deve ser trasladado para sepultamento em Uberlândia
Exame de DNA realizado pela Polícia Técnico-Científica confirmou que os restos mortais encontrados, na última quarta-feira (28/1), em área de mata às margens da GO-213, em Caldas Novas, são mesmo da corretora Daiane Alves, de 43 anos. O assassinato foi assumido pelo síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa, que levou equipes da Polícia Civil até o local de ocultação do cadáver. A ossada apresentava um projétil alojado na cabeça.
De acordo com a Polícia Técnico-Científica, os dentes da vítima foram o único material biológico disponível para análise, devido ao avançado estado de decomposição do corpo. O exame odontológico passou por um processo químico de quatro a cinco dias, enquanto o teste de DNA levou de um a dois dias adicionais, permitindo a confirmação da identidade da corretora.
O resultado foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira, em Goiânia, que já liberou os restos mortais de Daiane Alves. O corpo segue para Uberlândia (MG), cidade natal da vítima, onde será realizado o sepultamento.

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O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica do crime e confrontar os depoimentos prestados pelo síndico, que confessou a autoria do homicídio e o uso de uma arma para matar a vítima, e pelo filho Maicon Douglas, que permanecem presos e à disposição da Justiça.
As equipes ainda analisam evidências do local de ocultação do cadáver para reconstruir a sequência de ações do suspeito, com o objetivo de detalhar as circunstâncias do crime e verificar se houve participação de terceiros.

Leia na íntegra o comunicado divulgado pela Polícia Científica do Estado de Goiás
“A Polícia Científica de Goiás – PCI-GO, por meio de seu Laboratório de Biologia e DNA Forense, informa que o corpo de Daiane Sousa foi devidamente identificado pela metodologia de DNA.
Agora o resultado segue para o Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira (da Capital) que providenciará a devida liberação do corpo para a família.
Desse modo, a PCI-GO reforça o compromisso com a efetividade das Investigações e com a celeridade dos resultados.”
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