LAGO CORUMBÁ

‘Ele voou em cima de mim’, diz suspeito de matar empresário em Caldas Novas

Apesar do relato do suspeito, testemunhas que estavam afirmaram à polícia que o empresário, dono de um guarda barcos, foi atingido de graça

'Ele voou em cima de mim', diz suspeito de matar empresário em Caldas Novas (Foto: Reprodução)
'Ele voou em cima de mim', diz suspeito de matar empresário em Caldas Novas (Foto: Reprodução)

A Polícia Militar afirma que Marcelo Martins Gomes, de 42 anos, é o homem que foi preso na tarde de domingo (4) meia hora após matar com tiros de pistola um empresário às margens do lago Corumbá, em Caldas Novas. Quando questionado sobre quantos tiros teria disparado contra a vítima, o suspeito alegou que não se lembrava, já que Bruno Guerra, que tinha 44 anos, teria pulado em cima dele.

Apesar do relato do suspeito, testemunhas que estavam no local afirmaram à polícia que a vítima fatal, que era dono de um guarda barcos, foi atingido de graça, uma vez que nada tinha a ver com a confusão, já que havia chegado ao local quando o bate-boca estava acontecendo. Ainda conforme o depoimento das testemunhas, o autor dos disparos, que fazia manobras com uma moto aquática, jogando água em pessoas que estavam em outra embarcação, teria se irritado quando foi ordenado para que se retirasse do lago.

Após efetuar os disparos que mataram o empresário, Marcelo Martins furtou uma moto, mas, perseguido durante a fuga por um policial penal que estava de folga, bateu o veículo no meio-fio e se escondeu em uma mata, onde acabou preso pela PM. A pistola que ele usou para praticar o crime não foi localizada.

Aparentemente embriagado, ele confirmou que realmente fazia manobras com o jet-ski, e que teria perdido a cabeça após ser obrigado a sair do lago. A arma usada no crime, segundo ele, estava dentro da moto aquática. Além de matar o empresário, o atirador também feriu outro frequentador do local, de raspão, na perna.

De acordo com a PM, o suspeito, que disse morar em Brasília (DF), já possuiu antecedentes criminais, inclusive por homicídio. A reportagem do Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Martins Gomes, mas o espaço está aberto, caso queiram se pronunciar.

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