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Em áudio, rapaz relata momento em que o irmão dele confessou ter matado ex-colega em Iporá

O imão do suspeito contou que o irmão voltou para casa após cometer o crime

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Natasha Eduarda Alves de Sá tinha 21 anos (Foto: reprodução/Facebook)

Um áudio obtido com exclusividade pelo Mais Goiás revela o momento em que o jovem de 20 anos, preso suspeito de matar a ex-colega de trabalho Natasha Eduarda Alves de Sá, de 21 anos, confessou o crime à própria família logo após o ocorrido. O assassinato ocorreu dentro de um supermercado em Iporá, na tarde de terça-feira (20). Na gravação, o irmão do suspeito relata que o jovem chegou em casa pouco tempo depois do ataque e afirmou ter ferido a fiscal do estabelecimento (ouça no fim do post).

“Ele chegou aqui, tirou a faca do bolso e falou que tinha ‘furado’ a fiscal dele”, contou. Ainda no áudio, o irmão relata que o suspeito apresentava histórico de transtornos psicológicos, crises de raiva e dizia ouvir vozes, além de já ter passado por acompanhamento médico sem evolução significativa. “Os médicos só mandavam tomar remédio, mas ele não melhorava. A ansiedade só aumentava, ele ficava agressivo, estressado com qualquer coisa”, afirma.

De acordo com o familiar, o jovem havia começado a trabalhar recentemente no supermercado e demonstrava melhora no comportamento. “Quando ele começou a trabalhar, melhorou bastante. Comprou a moto dele, tudo normal”, relata. No entanto, um episódio envolvendo uma advertência no trabalho teria motivado o crime. “Ela [a vítima] começou a rir da cara dele. Ele não gosta de deboche. Aquilo ficou na mente dele”, diz.

O irmão também associa o agravamento do quadro emocional do suspeito a traumas familiares. “Depois da separação dos meus pais, quando ele tinha 12 anos, ele virou outra pessoa. Até hoje ele fala que foi abandonado”, afirma.

À Polícia Militar, o suspeito afirmou, em depoimento informal, que teria agido por vingança, relatando que Natasha o criticava quando ainda trabalhavam juntos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e aguarda a conclusão de laudos periciais. O suspeito permanece à disposição da Justiça.