OPERAÇÃO

Mulher furta cartão de colega e gasta R$ 51 mil para mobiliar casa em Águas Lindas

Segundo a polícia, a investigada ficou com o cartão por cerca de uma semana e teria devolvido o item à bolsa da vítima posteriormente

Mulher é investigada por furtar cartão de colega e gastar R$ 51 mil com móveis e curso de enfermagem (Foto: Freepik)

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma mulher suspeita de furtar o cartão de uma colega de trabalho e usar o dinheiro para comprar móveis e até pagar um curso de enfermagem. O prejuízo é estimado em R$ 51 mil. Mandados de busca domiciliar foram cumpridos na residência da investigada na quarta-feira (20), em Águas Lindas de Goiás.

Segundo as investigações, o crime ocorreu em janeiro de 2025. A suspeita e a vítima, uma mulher de 50 anos, moradora de Taguatinga, trabalhavam juntas em uma rede varejista de eletrodomésticos. De acordo com a polícia, a investigada teria se apoderado do cartão bancário da vítima por cerca de uma semana, período em que realizou compras, saques e pagamentos utilizando o cartão físico e a senha correta da conta. Depois, o cartão teria sido devolvido discretamente à bolsa da vítima, sem que ela percebesse.

A vítima só descobriu as movimentações suspeitas meses depois, em novembro, ao tentar utilizar o dinheiro guardado na conta poupança. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ataliba Neto, na época, a suspeita ia se casar e usou o valor para mobiliar a residência.

Entre os itens adquiridos estavam cama, geladeira, máquina de lavar, rack e outros eletrodomésticos e utensílios domésticos. Parte dos produtos foi recuperada durante o cumprimento do mandado. A suspeita também teria utilizado o dinheiro da vítima para pagar um curso técnico de enfermagem, o qual, conforme registros nas redes sociais aos quais a polícia teve acesso, ela ainda frequenta.

Além das compras em lojas, a polícia identificou movimentações em maquininhas de cartão que somam mais de R$ 6 mil. Um comerciante ouvido durante a investigação afirmou que a mulher dizia estar usando o cartão de uma suposta tia e pedia que os valores fossem devolvidos para sua conta pessoal via PIX.

Durante conversa com os policiais, a suspeita negou o crime e alegou que uma cliente teria comprado os móveis para ela. No entanto, segundo a PCDF, notas fiscais, comprovantes de pagamento e entregas das mercadorias estavam vinculados diretamente ao nome e endereço da investigada, enquanto os dados utilizados na compra são da vítima.

Banco negou reembolso

O delegado responsável pelo caso informou que, ao buscar junto ao banco o reembolso dos valores, a instituição alegou à vítima que a investigada utilizou o cartão físico e a senha para realizar as respectivas compras e que, por isso, não foi considerada fraude.

Segundo a PCDF, um caminhão foi utilizado para retirar os móveis da residência e, segundo o delegado, a depender da decisão judicial, eles podem ser colocados em um leilão para que ao menos parte do valor do prejuízo retorne à vítima.

A mulher foi indiciada por furto qualificado mediante fraude em continuidade delitiva. A pena prevista varia de dois a oito anos de prisão, além de multa, podendo ultrapassar 13 anos em razão da continuidade dos crimes.

O nome da mulher investigada não foi divulgado e, por isso, a defesa dela não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.

O nome da operação, “Verlust”, significa “perda” em alemão e faz referência ao desaparecimento gradual do dinheiro da vítima.

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