Estudante de medicina é investigada por vender remédio para emagrecer vindo do Paraguai
Outras duas mulheres foram presas suspeitas de participação no esquema. Canetas emagrecedoras eram armazendas de foram irregular
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Uma estudante de medicina é investigada por participar de um esquema de venda de medicamentos injetáveis para emagrecimento, enviados de forma ilegal do Paraguai e sem qualquer registro na vigilância sanitária. A jovem, que é goiana, mora e estuda no país vizinho, o que facilitava o envio dos produtos para Chapadão do Céu, região Sudoeste de Goiás, onde os frascos eram comercializados. Duas mulheres foram presas em flagrante na sexta-feira (5) por atuar diretamente na distribuição dos medicamentos.
Além da compra e venda do medicamento de forma irregular, as canetas também eram armazenadas sem os cuidados necessários. Segundo a polícia, as canetas foram encontradas em meio a alimentos dentro da geladeira.
As prisões ocorreram enquanto as equipes da Polícia Civil cumpriam seis mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Serranópolis, a cerca de 100 km de Chapadão do Ceú.
A corporação destacou que o comércio desse tipo de substância configura crime grave, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão, devido ao risco à saúde e à falta de controle sanitário.
A estudante segue sob investigação e s duas suspeitas foram encaminhadas para a Unidade Prisional de Rio Verde, onde seguem à disposição da Justiça.
Caneta emagrecedora está entre produtos mais contrabandeados
As canetas emagrecedoras estão entre os produtos ilegais mais apreendidos nas rodovias federais de Goiás em 2025. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, as apreensões somam mais de 2,6 mil unidades, ultrapassando a quantidade de cosméticos ilegais, que chegou a 1.078 itens e colocando o medicamento em terceiro lugar.
No topo da lista está o cigarro, com 428.616 maços apreendidos e o celular, com 2.963 unidades interceptadas pela PRF.