Estudante de veterinária distribui coleiras refletivas para cachorros do Ceasa, em Goiânia
"Fomos ao local após o pessoal do Ceasa entrar em contato conosco e nos pedir ajuda logo após a publicação da reportagem do Mais Goiás"
A estudante de Medicina Veterinária em Rio Verde Ana Luiza Lima, que é surda e lidera um projeto que produz e distribui coleiras refletivas para cães e gatos em situação de rua, esteve em Goiânia nesta quarta-feira (8). Na ocasião, ela distribuiu os itens para os cachorros que estavam na Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa). Os equipamentos visam proteger os animais e reduzir atropelamentos durante o período noturno.
Segundo Ana, nesta ação foram distribuídas 40 coleiras com o pai Wmarley e as amigas Jade e Helene. “Foram principalmente cães, pois tinham muitos lá. Fomos ao local após o pessoal do Ceasa entrar em contato conosco e nos pedir ajuda logo após a publicação da reportagem do Mais Goiás. Assim, nós nos disponibilizamos a vir a Goiânia para despertar na sociedade da capital a importância dessa ajuda.”
A estudante afirma que a experiência foi muito gratificante, pois ver os animais mais seguros não tem preço. A ideia, agora, é continuar o projeto e alcançar mais cidades. “Ajudar cada vez mais animais com as coleiras refletivas”, declarou. Ela afirma que a procura tem ocorrido de todas as regiões do Brasil.

Coleiras refletivas
Quanto ao projeto, Ana revela que a ideia surgiu a partir da vivência dela com animais de rua. “Eu sempre ajudei no resgate e cuidado, e percebi que muitos sofrem acidentes, principalmente à noite. Então pensei em algo simples, mas que pudesse ajudar na segurança deles, como a coleira refletiva”, detalhou. Ela expõe que teve apoio em casa para tocar o projeto, mas também do ex-prefeito Paulo do Vale e do deputado estadual Lucas do Vale, que ajudou na aquisição dos materiais.
Ela cita que o processo foi rápido, mas de muito aprendizado. Inclusive, “já está em uso e funcionando muito bem. As coleiras são distribuídas principalmente em Rio Verde e região. Algumas também já chegaram a outras cidades por meio de pessoas que apoiam o projeto”.
Na construção, Ana e o grupo contaram com uma costureira, testaram materiais em lojas de aviamentos e refinaram o produto com insumos comprados pela internet. Foram cerca de três meses de trabalho até chegar a uma versão funcional e de baixo custo.
E, mesmo com todas as dificuldades no desenvolvimento, Ana e os demais voluntários tornaram o processo completamente aberto. As instruções de confecção e as indicações de onde adquirir os materiais são repassadas gratuitamente a qualquer interessado. Vale destacar que a iniciativa já chegou a outros estados.
Conscientização
Como o projeto não tem fins lucrativos, Ana espera que mais animais sejam vistos e protegidos, evitando acidentes. “E também que mais pessoas se conscientizem sobre o cuidado com os animais de rua”, diz e emenda: “A ideia é ajudar, não lucrar. Escolhi isso porque acredito que salvar vidas é mais importante e todos podem contribuir de alguma forma.”
Questionada sobre o número já produzido, ela não soube estimar, mas afirma que a produção continua, conforme consegue apoio. “Quero reforçar a importância da conscientização. Pequenas atitudes salvam vidas. E, quem quiser ajudar, seja com doações ou divulgando, já faz muita diferença. Nosso intuito é chegar às prefeituras e ao nosso governador e mostrar que sim, existem pessoas boas que estão disponíveis para ajudar.”
Quem quiser colaborar pode falar diretamente com a Ana pelo número (64) 99335-5487 ou com o pai dela, Wmarley, (62) 99329-5749.