SEGURANÇA

Falta de tornozeleiras eletrônicas em Goiás leva à soltura de presos sem monitoramento

Pelo menos seis detentos foram soltos nos últimos quatro dias sem o equipamento

Falta de tornozeleiras eletrônicas em Goiás leva à soltura de presos sem monitoramento
Falta de tornozeleiras eletrônicas em Goiás leva à soltura de presos sem monitoramento (Foto: Governo do Ceará)

A falta de tornozeleiras eletrônicas em Goiás resultou na soltura de pelo menos seis detentos sem qualquer tipo de monitoramento nos últimos quatro dias. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela TV Anhanguera.

Conforme divulgado, entre os casos estão Sarah Maria Gomes Ferreira de Castro, suspeita de tráfico de drogas. O Ministério Público chegou a pedir a manutenção da prisão da acusada, mas a Justiça entendeu pela soltura com monitoramento. Contudo, após a decisão, houve a informação da falta de tornozeleiras. Dessa forma, determinou-se a liberação mesmo sem o item.

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Devido à falta imediata do equipamento, juízes têm decidido pela liberação dos suspeitos sem a tornozeleira para evitar a manutenção de prisões que poderiam ser substituídas pela medida cautelar. Isso ocorre, pois a instalação poderia levar meses em algumas comarcas, informa a reportagem.

Segundo Josimar Pires, diretor-geral de Polícia Penal, o Estado tem, atualmente, 10 mil tornozeleiras eletrônicas, cinco vezes mais que em 2019. “Hoje o que nós temos é um volume grande de pessoas sendo monitoradas, mas o volume de pessoas sendo presas e saindo da prisão por cautelares é grande também”, afirmou ao veículo de comunicação.

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Tornozeleira eletrônica (Foto: Reprodução)

Ele disse, ainda, que em alguns momentos é preciso fazer a contenção dos aparelhos para atender demandas urgentes, como os presos que saem em virtude da Lei Maria da Penha. O Mais Goiás procurou a DGPP para mais informações e aguarda mais detalhes sobre a situação.