Família de Goiânia emociona ao adotar três irmãos e celebrar o Dia das Mães com seis filhos
Depois de três filhos biológicos, o casal de pastores acolhem irmãos
O Dia das Mães costuma ser associado ao amor que nasce no ventre. Mas, para uma família de Goiânia, o amor nasceu do encontro, da convivência e da escolha diária de permanecer junto.
Os pastores Wesley Raimundo Lopes e Helenilce Araújo Sousa já eram pais de três filhos biológicos quando a vida apresentou um novo caminho. Durante um trabalho voluntário em um abrigo, eles conheceram três irmãos que, aos poucos, passaram a fazer parte da rotina da família.
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“Primeiro vieram as visitas, depois os finais de semana, os feriados… quando percebemos, já existia um vínculo muito forte entre nós”, relembra Wesley.
O casal conta que a aproximação aconteceu de forma natural. As crianças começaram a frequentar a casa da família, participar dos momentos simples do cotidiano e criar laços com os outros irmãos.
E, diante da possibilidade de adoção, uma certeza tomou conta da família: eles não aceitariam separar os irmãos. “Separar aquelas crianças nunca foi uma opção pra gente. Ou vinham os três… ou não faria sentido”, afirma Helenilce.
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A decisão transformou completamente a dinâmica da casa. Hoje, são seis filhos dividindo o mesmo lar, uma rotina mais intensa, mais cheia de barulho, responsabilidades e desafios. Mas também mais completa. “Tem dias cansativos, claro. Mas o amor multiplicou tudo aqui dentro. Nossa família ficou inteira”, diz Wesley.
A filha caçula adotiva, Gabriela Souza Lopes, também fala sobre o sentimento de pertencimento que encontrou na nova família.“Hoje eu me sinto amada, acolhida e feliz. A gente virou uma família de verdade”, conta emocionada.
Adoção tardia ainda enfrenta resistência no Brasil
A história da família também chama atenção para uma realidade nacional. Atualmente, cerca de 4 mil e 900 crianças e adolescentes estão aptos para adoção no Brasil, enquanto mais de 35 mil pretendentes aguardam na fila.
O principal desafio está no perfil buscado pela maioria das famílias. Grande parte deseja adotar recém-nascidos, sem irmãos e sem condições de saúde associadas. Enquanto isso, quase 70% das crianças disponíveis têm mais de 8 anos, fazem parte de grupos de irmãos ou possuem alguma condição de saúde.
É o que especialistas chamam de adoção tardia um processo que ainda enfrenta preconceitos e resistência. Mas histórias como a de Wesley e Helenilce mostram que os vínculos afetivos podem surgir de formas inesperadas e profundas.
“Nós entendemos que ser pai e mãe vai muito além da genética. É cuidado, presença, amor e escolha todos os dias”, resume Helenilce.
Neste Dia das Mães, a família celebra não apenas a data, mas a construção de uma história marcada pelo acolhimento e pelo amor escolhido. Porque, às vezes, o coração também sabe gerar.