Obstrução e cumplicidade

Filho de síndico comprou celular para ajudar a ocultar provas do assassinato de corretora em Caldas Novas

Investigação aponta que Maicon Douglas atuou para dificultar as apurações sobre a morte de Daiane Alves

Imagem de um dos investigados
Conduta do filho reforça tese de ação coordenada para obstruir a Justiça, segundo investigadores (Foto: reprodução / redes sociais)

Maicon Douglas Souza Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, é acusado de atuar diretamente na obstrução da Justiça e na destruição de evidências do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas. Segundo a Polícia Civil, Maicon teria, inclusive, adquirido um novo aparelho celular para auxiliar o pai na coordenação das provas e no descarte de informações que pudessem ligá-los ao desaparecimento da corretora. Ambos seguem presos preventivamente enquanto a perícia analisa os materiais apreendidos.

De acordo com a investigação, a compra do novo celular teria ocorrido após o desaparecimento da vítima e teria como objetivo dificultar o rastreamento de mensagens, ligações e possíveis contatos relacionados ao crime. A polícia apura se o aparelho foi utilizado para orientar a limpeza de locais, a eliminação de registros digitais ou a combinação de versões entre os investigados.

Além do celular, outros dispositivos eletrônicos e documentos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados judiciais. Os peritos analisam dados armazenados, históricos de comunicação, localização e possíveis tentativas de exclusão de arquivos, que podem indicar uma atuação coordenada para interferir no andamento das investigações.

Imagem dos presos
Síndico e filho presos suspeitos de envolvimento no crime (Foto: reprodução / redes sociais)

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A Polícia Civil também investiga se Maicon teve participação direta em etapas da logística do crime, como o transporte do corpo ou o descarte de provas, ou se atuou exclusivamente na fase posterior ao homicídio, com foco em ocultação e obstrução.

Imagem do local onde o corpo foi encontrado
Área de mata onde o corpo da corretora foi encontrado fica a cerca de 18 km do apartamento da vítima (Divulgação PCGO)

Para os investigadores, a conduta atribuída ao filho reforça a tese de que houve tentativa deliberada de comprometer a coleta de provas e atrasar o esclarecimento do crime. O inquérito segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas à medida que os laudos periciais e a análise dos dados avançam.

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