GCM saca arma para impedir que motoristas trafeguem por rua alagada em Goiânia
GCM afirma que agente sacou arma em respeito a "protocolos da corporação", e em razão da desobediência de ordens legais
Um guarda civil metropolitano precisou sacar a arma para impedir que motoristas trafegassem por uma área que precisou ser interditada após ser alagada pela forte chuva que caiu na tarde de segunda-feira (5) em Goiânia. O fato aconteceu na avenida Gercina Borges Teixeira, no Setor Vera Cruz, e foi registrado em um vídeo gravado por um morador da região.
No vídeo, dá para ver quando um motociclista, mesmo diante da advertência, faz menção de que atravessaria a via. Ele e o guarda discutem por um tempo, e se ameaçam mutuamente.
Por meio de nota, a GCM disse que o bloqueio na Avenida Gercina Borges Teixeira foi realizado devido ao risco de alagamento na via. “Mesmo após orientações e advertências, o motociclista desobedeceu às ordens legais e tentou transpor a interdição. Diante da resistência e do risco à segurança do condutor e de terceiros, o agente adotou postura mais enérgica, com uso gradativo da força, conforme os protocolos da corporação. A Guarda reforça que interdições em áreas de risco são medidas preventivas para preservar vidas”.
Polícia de Goiânia?
Em outubro, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) apresentou à população goianiense a nova plotagem de suas viaturas. O espaço antes reservado à sigla GCM deu lugar ao nome “Polícia de Goiânia”. Agora, no entanto, a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, do Ministério Público de Goiás (MPGO), recomendou que o prefeito Sandro Mabel (UB) se abstenha de adotar essa denominação e determine a retirada de toda a plotagem aplicada aos veículos nos últimos meses.
Segundo a promotora, a medida tem o objetivo de evitar confusão entre os cidadãos. Ela afirma que a própria GCM confirmou não haver alteração na denominação institucional da corporação, o que limita as mudanças apenas à identidade visual das viaturas.
Goiânia x SP
Leila Maria justifica sua posição com base em postura recente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto. A Corte entendeu ser impossível a mudança ao julgar uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) referente a caso semelhante ocorrido na capital de São Paulo. A corporação paulistana tentou na Justiça mudança de nomenclatura para ‘Polícia Municipal de São Paulo’, mas foi barrada pela Justiça Estadual e, depois pela suprema corte, por meio do ministro Flávio Dino.
Ao negar a suspensão imediata da decisão do Tribunal de Justiça local, Dino destacou que a Constituição Federal é explícita ao prever que os municípios podem manter “guardas municipais”, e não “polícias municipais”. Segundo ele, trata-se de uma escolha jurídica e política que reflete a distinção entre os diferentes órgãos de segurança pública. Clique aqui para ler o parecer completo assinado pelo ministro.
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