STF

Gilmar Mendes manda encerrar ação contra Alexandre Baldy por provas já declaradas nulas

Processo tramitava na 134ª Zona Eleitoral de Goiânia

Gilmar Mendes manda encerrar ação contra Alexandre Baldy por provas já declaradas nulas
Gilmar Mendes manda encerrar ação contra Alexandre Baldy por provas já declaradas nulas (Foto: divulgação)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou o encerramento da ação penal eleitoral movida contra o ex-secretário de Transportes de São Paulo Alexandre Baldy, hoje presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), por provas declaradas inválidas pela própria Corte. A informação sobre o processo que tramitava na 134ª Zona Eleitoral de Goiânia foi divulgada pelo Migalhas no domingo (8).

Na defesa, os advogados de Baldy alegaram que a denúncia foi recebida pela Justiça Eleitoral após o Supremo reconhecer como nulos os atos decisórios e provas produzidas em investigação conduzida pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que seria incompetente. Eles também reforçaram que os indícios que deram base à acusação vinham de acordos de colaboração premiada do mesmo juízo declarado sem competência para processar o caso.

Conforme a defesa, os dados obtidos nessas colaborações foram usados no processo eleitoral. Entre eles, conteúdos extraídos de telefones celulares, mensagens eletrônicas, correspondências e movimentações bancárias. Representaram Baldy os advogados Pierpaolo Bottini, Alexandre Jobim e Tiago Rocha.

O ministro Gilmar Mendes, em sua análise, disse que o recebimento da denúncia foi contra o entendimento do STF no processo, uma vez que parte do material considerado pelo juízo eleitoral tinha relação com as provas anuladas. Dessa forma, o magistrado determinou o trancamento do processo por ausência de justa causa.

Baldy chegou a ter a prisão temporária decretada pela 1ª instância da Justiça Federal do Rio de Janeiro na Operação Dardanários, em 2020. A ação apurava fraudes em contratações da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro.

À época, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que o ex-secretário recebeu propinas da organização social Pró-Saúde para beneficiá-la junto ao poder público. Esses repasses teriam ocorrido quando ele era deputado federal e depois ministro das Cidades de Michel Temer (MDB).

O próprio Gilmar Mendes determinou a soltura de Baldy após suspender a ordem de prisão temporária. O goiano sempre negou qualquer ilegalidade.