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Após relatos de comerciantes, MP recomenda reforço na segurança da Rua do Lazer, em Goiânia

MP pontua que comerciantes e frequentadores relatam sensação de abandono estatal e aumento da insegurança

Goiânia reconhece Rua do Lazer como patrimônio imaterial do município
Goiânia reconhece Rua do Lazer como patrimônio imaterial do município (Foto: Jucimar de Sousa)

O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou que a prefeitura de Goiânia, a Agência da Guarda Civil Metropolitana (AGCM) e o Comando do Policiamento da Capital (CPC) adotem medidas para reforçar a segurança na Rua do Lazer, no Setor Central. O documento expedido na quinta-feira (2) pela 7ª Promotoria de Justiça cita relatos de aumento da violência, tráfico de drogas, intimidação de comerciantes e degradação da ordem pública na região.

Conforme documento ao qual o Mais Goiás teve acesso, comerciantes e frequentadores afirmam enfrentar “sensação de abandono estatal, ausência de resposta pública efetiva e agravamento progressivo da insegurança”, apesar de reuniões e solicitações feitas aos órgãos públicos.

O texto também aponta denúncias de “tráfico de drogas de forma ostensiva, comercialização de produtos supostamente furtados ou roubados, utilização de barricadas para dificultar o acesso policial, episódios recentes de violência grave, inclusive esfaqueamentos, e possível utilização de crianças e adolescentes em atividades relacionadas ao tráfico”. Segundo a promotoria, a situação tem levado comerciantes a cogitarem deixar a região devido ao aumento da violência e da sensação de impunidade.

Na recomendação, a promotora de Justiça Alice de Almeida Freire destaca que a Rua do Lazer foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do município pela Lei Municipal nº 11.614, de 24 de abril de 2026, e afirma que a preservação do espaço depende da adoção de medidas que garantam segurança e a continuidade de suas atividades culturais.

“O reconhecimento da Rua do Lazer como patrimônio cultural imaterial evidencia que sua proteção não se limita à preservação física do espaço urbano, abrangendo também a salvaguarda de sua memória coletiva, de sua função social, de sua vocação cultural e de sua condição de lugar de convivência, lazer, encontro, expressão artística e exercício da cidadania”, diz um trecho do documento.

MP sugere plano integrado de segurança

Entre as providências recomendadas estão a elaboração de um plano integrado de segurança para a Rua do Lazer e seu entorno, intensificação das rondas da Guarda Civil Metropolitana e do policiamento ostensivo da Polícia Militar, reforço do monitoramento urbano, melhoria da iluminação pública, integração entre os órgãos de segurança e fortalecimento da presença do poder público na região.

O Ministério Público também orienta que ocorrências como obstrução de vias, intimidação de comerciantes, tráfico de drogas, receptação, porte de armas e situações envolvendo crianças e adolescentes sejam registradas formalmente e encaminhadas aos órgãos competentes.

Além disso, determinou que Prefeitura, AGCM e Polícia Militar encaminhem, em até 20 dias úteis, um relatório detalhando as medidas adotadas para atender às recomendações.

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