Violência extrema

Funcionário de pamonharia que estava desaparecido é encontrado morto em Goiânia: ‘Matei por vingança’, disse suspeito

A vítima estava desaparecida desde o dia 7 de fevereiro

Imagem da vítima
Nilson Evangelista Gonçalves estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro (Foto: reprodução)

O corpo de Nilson Evangelista Gonçalves, de 54 anos, de 54 anos, que estava desaparecido desde 7 de fevereiro, foi encontrado em uma região de mata no Residencial Jardim Itaipu, em Goiânia. Os restos mortais foram localizados nesta sexta-feira (20/2), após um jovem de 23 anos confessar o crime. Em depoimento, o suposto autor revelou que teria cometido o crime por ”vingança” e que o corpo foi queimado e ocultado nas proximidades da GO-040 para dificultar a localização.

O avanço das investigações foi possível após a localização e apreensão do veículo utilizado na ação. O automóvel, que teria sido usado para transportar Nilson de sua residência até o local da desova, passou por uma perícia minuciosa. No interior do veículo, os agentes encontraram objetos e vestígios biológicos. Esse material genético foi encaminhado para exames técnicos que devem confirmar a presença da vítima no carro, servindo como prova material da participação dos envolvidos.

Imagem dos presos
Além do autor confesso, um comparsa também foi preso (Divulgação PCGO)

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A desova nas proximidades da GO-040

O corpo foi encontrado após buscas intensas realizadas pelas equipes da DIH na saída para Aragoiânia. A área exata, indicada pelo suspeito, passou por perícia técnica imediata. Devido ao fato de os restos mortais terem sido carbonizados, o trabalho dos peritos foi minucioso para garantir a coleta de evidências biológicas que confirmem oficialmente a identidade da vítima em laudo cadavérico.

A elucidação do homicídio resultou na identificação de dois envolvidos até o momento. O jovem de 23 anos se apresentou espontaneamente no sábado (14) e confessou o crime — alegando ter matado Nilson em represália a um suposto abuso cometido contra seu irmão menor —, versão não confirmada pela corporação. O seu comparsa foi capturado em uma operação da DIH. A investigação aponta que a dupla agiu com violência ao retirar a vítima de sua residência, utilizando o veículo já apreendido para o transporte até o local da desova.

Imagem do local da localização do corpo
A dupla é investigada por ameaçar testemunhas e tentar apagar imagens de câmeras de segurança (divulgação PCGO)

Testemunhas ameaçadas

O inquérito detalha que os suspeitos não apenas mataram e queimaram o corpo, mas também tentaram suprimir provas durante a semana do desaparecimento. Houve relatos de ameaças a testemunhas e tentativas de deletar imagens de câmeras de segurança na região do Setor Residencial Itaipu para encobrir a dinâmica do crime.

O caso, que migrou do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) para a DIH após indícios de crime violento, segue agora para a fase final de oitivas. A Polícia Civil trabalha para determinar a motivação exata do assassinato e confirmar se a participação no planejamento da ação tem a participação de outros envolvidos.

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