CUIDADO

Hugol registra aumento de 42% nos casos de queimaduras em crianças

Entre janeiro e abril deste ano, Hugol realizou 436 atendimentos a crianças vítimas de queimaduras. Número preocupa

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Crianças representam mais de 400 casos de queimaduras atendidos no Hugol em 2026 (Foto: Ilustração/Pixabay)

O Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, registrou 436 atendimentos de crianças vítimas de queimaduras entre janeiro e abril deste ano. Os casos fazem parte de um total de mais de 2 mil ocorrências atendidas pela unidade no período e acenderam um alerta para os riscos de acidentes domésticos.

Segundo o hospital, houve aumento de aproximadamente 41,9% nos atendimentos por queimaduras em comparação com o mesmo período de 2025. Entre as principais causas dos acidentes estão o uso inadequado de substâncias inflamáveis, como álcool, gasolina e querosene, especialmente quando manipuladas próximas a fontes de calor. Esses incidentes podem causar danos físicos, emocionais e funcionais significativos aos pacientes.

De acordo com o Hugol, na cozinha o cuidado deve ser redobrado, principalmente durante o preparo de alimentos. Panelas com os cabos voltados para fora do fogão, líquidos quentes ao alcance das crianças, ferro de passar ligado e tomadas desprotegidas estão entre os principais riscos.

Para evitar acidentes, a orientação é manter os pequenos afastados da cozinha durante o preparo das refeições e armazenar produtos inflamáveis em locais seguros e fora do alcance das crianças.

Em casos de vazamento de gás, a recomendação é evitar acionar interruptores ou qualquer fonte de chama. O recomendado é ventilar o ambiente imediatamente, mantendo portas e janelas abertas.

Tratamento de queimaduras

Referência estadual no atendimento a vítimas de queimaduras, o Hugol possui equipe especializada para o tratamento desses pacientes. Segundo o cirurgião plástico Arthur Hartmann, os casos exigem acompanhamento multidisciplinar e, em situações mais graves, podem demandar cirurgias e enxertos de pele.

“O tratamento envolve controle da dor, prevenção de infecções, realização de curativos específicos, avaliação cirúrgica e, em alguns casos, enxertos de pele e reabilitação. É um processo que pode ser prolongado e exige acompanhamento contínuo”, explicou o médico.

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