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Juiz mantém preso suspeito de matar estudante após se arrepender de relação, em Goiânia

Durante a audiência de custódia, ele informou que possui uma filha de 5 anos e declarou ser dependente químico

Juiz mantém preso suspeito de matar estudante após se arrepender de relação, em Goiânia
Juiz mantém preso suspeito de matar estudante após se arrepender de relação, em Goiânia (Foto: PCGO)

O juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri, manteve a prisão de Walison Ascânio Tito, de 30 anos, suspeito pela morte do estudante de Medicina Veterinária Luciano Milo, que tinha 27 anos, nesta sexta-feira (15). O crime aconteceu no fim de semana, em Goiânia, mas o acusado foi preso entre quarta (13) e quinta-feira (14) por policiais militares nas proximidades de um bar em Trindade, na região metropolitana da capital.

Durante a audiência de custódia, ele informou que possui uma filha de 5 anos e declarou ser dependente químico (crack e álcool). Antes, após ser preso, ele disse aos policiais: “Nós tivemos relação, eu me arrependi, e por isso o matei.” A vítima foi encontrada por familiares sem vida no apartamento onde morava sozinha no Setor Cidade Jardim.

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Em depoimento, o suspeito disse que andava pelas ruas do Bairro Goiá quando, na manhã de domingo, foi convidado por Luciano, que ele não conhecia, para ingerir bebidas alcoólicas. Após entrar no carro da vítima e parar em uma distribuidora de bebidas, eles seguiram até o apartamento, onde, segundo Walison, continuaram bebendo e mantiveram relação sexual.

O suspeito disse ainda que, após enforcar o estudante com um fio, furtou um notebook e calçou os tênis da vítima apenas para sair despercebido do condomínio. O equipamento eletrônico, segundo ele, foi vendido por R$ 100. Ele usou o dinheiro posteriormente para comprar drogas.

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Após entrar no carro da vítima e parar em uma distribuidora de bebidas, eles seguiram até o apartamento, onde, segundo Walison, continuaram bebendo e mantiveram relação sexual (Foto: Reprodução)

De acordo com a polícia, Walison já havia sido preso em 2023 após praticar um assassinato no interior de Goiás – inclusive, durante a audiência, o juiz determinou que os autos fossem encaminhados a 4ª Vara Criminal de Anápolis. Após matar Luciano no último domingo, o suspeito rompeu uma tornozeleira eletrônica que o monitorava e deixou o equipamento dentro do apartamento da vítima.

Segundo a DIH, “A divulgação de informações, imagens e identificação dos presos ocorreu em estrita observância à Lei n.º 13.869/2019 e à Portaria n.º 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas e da preservação do interesse público, resguardados os limites legais e as cautelas necessárias à continuidade das investigações”.