Infraestrutura

Prefeitura inicia intervenções para implementação da 3ª faixa na Marginal Botafogo

Paço Municipal adianta reposicionamento de estruturas de proteção enquanto conclui estudos técnicos para a terceira pista

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Quem trafega pela Marginal Botafogo deve notar o recuo imediato dos guard-rails laterais ao longo dos próximos dias, uma intervenção que visa extinguir o acostamento para fazer a abertura da 3ª faixa. Embora os trabalhos técnicos e de nova sinalização já estejam em execução sob as pontes, a prefeitura ainda não estipulou uma data definitiva para a liberação total do novo fluxo em três faixas.

A iniciativa faz parte do Programa Nova Mobilidade, uma diretriz da administração municipal que busca dar maior fluidez ao tráfego saturado da capital. O principal gargalo diagnosticado pelos estudos técnicos, que vêm sendo realizados desde o início do ano, aponta justamente para o estrangulamento do trânsito nos trechos localizados abaixo dos cruzamentos e viadutos.

Para solucionar o problema sem a necessidade de grandes intervenções nas estruturas, a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) passou a reposicionar as barreiras de metal e concreto. De acordo com o secretário da pasta, Tarcísio Abreu, as equipes estão removendo as antigas proteções para aproximá-las das pilastras externas.

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O titular da SET explicou a dinâmica da obra que será realizada na Av. Marginal Botafogo. “Estamos tirando ele (guard-rail) da via e deixando colado na estrutura que tem hoje dos viadutos, fazendo com toda a proteção, com toda a estrutura, colocando guard-rails novos, mais sinalizados.”

Antes da modificação, essas estruturas ocupavam uma distância que variava entre 90 centímetros e 1,20 metro em relação à calçada. Com o deslocamento forçado para junto aos pilares, a engenharia de tráfego consegue recuperar esse espaço e obter a “amplitude de três faixas nesse local”, conforme pontuou Abreu. Ele ressaltou ainda que esta é apenas a primeira etapa de um cronograma mais amplo de ações planejadas para a via expressa.

Essa remodelação geométrica, no entanto, trará impactos diretos na rotina dos condutores, sendo o principal deles a perda completa do acostamento em toda a extensão que conecta as regiões Sul, Central e Norte de Goiânia.

Como consequência da extinção da área de escape, o Paço Municipal estuda uma medida de segurança compensatória relevante: a redução do limite de velocidade máxima dos atuais 80 km/h para 60 km/h. Embora a ausência de acostamento não fira nenhuma legislação de trânsito — uma vez que a obrigatoriedade dessa área se restringe a rodovias e não a vias marginais urbanas —, a redução da velocidade é vista como essencial para prevenir acidentes no novo desenho da pista.

Até o momento, ainda não há data definida ou projeto finalizado para que a terceira pista seja totalmente concluída. No entanto, enquanto os estudos de viabilidade continuam sendo realizados, a administração municipal já adianta a possibilidade de execução do projeto, razão pela qual os guard-rails estão sendo reposicionados de forma antecipada nos pontos críticos.

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