PERIGO

Vídeo: homem se arrisca ao nadar no Lago das Rosas durante chuva em Goiânia

Amma alerta que solo argiloso pode causar afogamento por efeito de "areia movediça", além de aumentar perigo de doenças

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Registro inusitado mostra banhista atravessando área inundada do parque (Foto: reprodução)

Um homem foi flagrado nadando nas águas barrentas do Lago das Rosas, no Setor Oeste, durante a forte chuva que atingiu Goiânia nesta quarta-feira (8/4). No momento em que o banhista atravessava local, o corpo d´água transbordava com o volume de precipitação, que encobria áreas de passeio do parque. A cena foi flagrada por um leitor do Mais Goiás (veja abaixo). O banho em parques é proibido por oferecerem risco sanitário e de afogamento. A medida, sinalizada com placas, serve para proteção de humanos e animais que compõe o ecossistema dos ambientes públicos.

A bióloga Wanessa de Castro, da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), explica que a proibição não é apenas preventiva. “Os lagos dos parques foram projetados para a preservação da fauna e não possuem condições de balneabilidade. Ao entrar na água, a pessoa não só coloca a própria vida em risco, como também interfere diretamente no habitat das espécies que vivem ali”.

Alto risco de afogamento

Ela reforça que o nado nesses locais oferece alto risco de afogamento, uma vez que o leito é formado por solos hidromórficos, ricos em água e argila. Com característica semelhanta à de areia movediça, quanto mais individuos se movimentam nesse solo, mais têm chance de afundar, de modo que o nado nesses locais oferecem riscos mesmo a nadadores experientes.

Além da instabilidade do solo e do desconhecimento da profundidade, o contato com a água de transbordamento após temporais aumenta drasticamente o risco de doenças de veiculação hídrica, como a leptospirose.

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É proibido nadar

A Amma reitera que todos os parques possuem sinalização informativa sobre a proibição. Com a variação térmica e as chuvas intensas, a recomendação é que atividades aquáticas sejam restritas a locais apropriados e seguros, como clubes e piscinas, evitando o uso de espelhos d’água urbanos para lazer.

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