ANÚNCIO FALSO

Mulher que fazia anúncios falsos para aluguel de casas em Pirenópolis é presa

Aline Silva Paixão oferecia imóveis em Pirenópolis, Águas Claras e Plano Piloto. Depois de receber o pagamento adiantado, as vítimas eram bloqueadas

Golpe do falso aluguel: mulher fez 37 vítimas em Goiás e DF (Foto: Reprodução)
Golpe do falso aluguel: mulher fez 37 vítimas em Goiás e DF (Foto: Reprodução)

Uma mulher, de 31 anos, apontada como mentora de uma série de golpes em Goiás e no Distrito Federal foi presa preventivamente nesta quarta-feira, 25, suspeita de anunciar aluguéis falsos de imóveis. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) estima que, apenas entre 2022 e 2025, Aline Silva da Paixão tenha feito ao menos 37 vítimas.

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O roteiro, de acordo com a corporação, é sempre o mesmo: ofertas atrativas, preços abaixo do mercado e exigência de pagamento antecipado via Pix para “garantir” o imóvel. No entanto, depois do pagamento, o contato era interrompido e a vítima ficava no prejuízo.

“Ela já vinha sendo investigada há alguns meses. A mulher já tem duas passagens por crimes patrimoniais semelhantes. No momento da prisão, foi identificado que ela estava conversando com uma vítima, que pretendia alugar um apartamento em Águas Claras. A vítima foi ouvida e confirmou a situação”, explica o delegado Rafael Catunda.

Os anúncios fraudulentos ofereciam apartamentos em regiões valorizadas, como Pirenópolis, Águas Claras e Plano Piloto, no Distrito Federal. Para atrair as vítimas, Aline clonava anúncios verdadeiros, copiava fotos e descrições e, então, republicava o conteúdo com valores reduzidos.

Ao acessar o anúncio falso, as vítimas eram direcionadas para aplicativos de mensagens, onde a investigada criava um senso de urgência, alegando alta procura pelos imóveis. Ao efetivar o golpe, as vítimas eram bloqueadas.

“Foram identificadas 37 ocorrências com a mesma dinâmica, que ela estava envolvida. Ela vai responder por crimes de estelionato digital. Como são 37, ela pode responder por 37 crimes ou por um com agravamento de pena, que pode chegar a 12 anos”, concluiu o delegado.