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Gosta de ter o cão ou o gato na cama? Saiba se você pode

“O ideal é que os animais não durmam na cama, principalmente quando a pessoa tem rinite ou asma", afirma médico

Gosta de ter o cão ou o gato na cama? Saiba se você pode
Gosta de ter o cão ou o gato na cama? Saiba se você pode (Foto: Freepik)

É muito bom ter o cão ou gato de estimação por perto. Inclusive, não é incomum quem até durma com esses animais na cama. Contudo, a situação não é recomendada para todos, uma vez que pode representar um problema para quem tem predisposição a alergias respiratórias. Segundo especialistas, dormir com pets aumenta a exposição a alérgenos durante a noite e pode agravar sintomas como rinite e congestão nasal.

“O ideal é que os animais não durmam na cama, principalmente quando a pessoa tem rinite ou asma. Durante a noite, o contato é contínuo e isso aumenta a exposição a alérgenos que podem desencadear sintomas”, afirma o médico otorrinolaringologista, alergista e imunologista Márcio Niemeyer.

O especialista detalha que é comum atender casos desse tipo. “No consultório, vemos muitos pacientes com rinite persistente que relatam dormir com os pets. O animal não é o vilão, mas para quem já tem predisposição alérgica, esse contato próximo pode facilitar o surgimento ou a piora das crises.”

Destaca-se que, conforme estimativa recente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), aproximadamente 30% da população brasileira convive com algum tipo de alergia (a rinite é uma das mais frequentes). Esse percentual pode chegar a 50% até 2050, alerta a Asbai. A tendência de crescimento está ligada a outro estudo: pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que sete em cada dez brasileiros que possuem animais de estimação os tratam como membros da família, e 72% chegam a considerá-los como filhos.

Niemeyer recomenda algumas medidas para reduzir a quantidade de alérgenos no ambiente – especialmente para quem não consegue tirar o bichinho da cama. Entre elas, manter a higiene do animal em dia, escovar os pelos com frequência, trocar roupas de cama regularmente e reforçar a limpeza do quarto.

Ele também reforça que é preciso estar alerta a sinais, como espirros frequentes ao acordar, nariz entupido pela manhã ou crises respiratórias durante a noite. “Quando esses sintomas aparecem com frequência, é importante investigar o ambiente onde a pessoa dorme. Pequenos ajustes na rotina podem ajudar a manter a convivência com o pet sem prejudicar a saúde respiratória”, arremata.