Sem salário

Governo recusa pedido de sindicatos e propõe pagamento de dezembro em 5 parcelas

Nada de acordo. Esse foi o resultado de mais uma tentativa de negociação entre o…

Nada de acordo. Esse foi o resultado de mais uma tentativa de negociação entre o Fórum em Defesa de Servidores Públicos e a equipe do governo. Em nova reunião realizada na noite desta quarta-feira (23), na sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a proposta apresentada pelo secretário Ernesto Roller foi de fracionar os salários referentes a dezembro em cinco parcelas, de forma escalonada por faixa salarial, a partir de março.

Na última segunda-feira (21), os sindicalistas apresentaram proposta e pediram que os salários atrasados sejam pagos em fevereiro. O secretário, que havia solicitado um dia para analisar a proposta, rejeitou o pedido e propôs nova forma de pagamento, agora em cinco parcelas e não em seis como havia afirmado anteriormente.

De acordo com Roller, o calendário prioriza o pagamento daqueles que ganham menos, que para ele são a maioria no funcionalismo. Segundo ele, a proposta iria atingir 60% da folha nos dois primeiros meses.

O secretário afirmou ainda que será preciso cortar gastos em outras áreas para que os 156.206 servidores recebam seus salários. “O governo reduziu o número de meses como demonstração do seu esforço e da compreensão da necessidade do servidor, fazendo uma opção por regularizar essa situação no menor tempo possível. O governo vai cortar em outras áreas, vai cortar alguns serviços, porque terá que suportar uma parcela maior”.

Um ato foi convocado para a manhã desta quinta-feira (24), no Ministério Público do Estado de Goiás. Um grupo de professores e sindicalistas do Fórum em Defesa dos Servidores Públicos se reúnem no local e reivindicam o cumprimento da liminar da Justiça que determina o pagamento imediato do salário.

Sintego

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás (Sintego), Bia de Lima, o governo possui recursos para o pagamento dos servidores da educação, mas não o faz por “birra”. “O governo não tem a abertura e compreensão do sofrimento dos servidores. O governo não paga não é por questão orçamentária, questão de empenho. É questão de birra”, disse.
A sindicalista garantiu que a categoria continuará em luta. “Queremos o pagamento de dezembro, sem parcelamento. Nós mostramos os números ao governo, que no caso da Educação, existem recursos do Fundeb, e em outras questões comprovamos que há dinheiro para o pagamento”, contou.

À reportagem do Mais Goiás, a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que o saldo atual disponível no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é de cerca de R$ 57 milhões. Segundo a pasta, o valor a ser pago a funcionários ativos e inativos é de R$ 450 milhões.

Os servidores da educação devem continuar com as atividades paralisadas e mobilizados em reuniões até a convocação de uma assembleia geral com indicativo de greve.