Grupo que criava falsas páginas de banco para aplicar golpe via PIX é alvo de operação em Goiás
Grupo usava anúncios de páginas de bancos na internet para enganar vítimas, conseguir dados bancários e movimentar mais de R$ 4,8 milhões
Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes bancários pela internet usando páginas falsas de instituições financeiras foi alvo de uma operação da Polícia Civil na terça-feira (19). Ao todo, 13 pessoas foram presas durante a ação, que cumpriu mandados em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1,9 milhão em contas e bens ligados aos investigados.
Segundo a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), os suspeitos utilizavam um esquema sofisticado para roubar dados bancários das vítimas e realizar transferências indevidas via PIX.
Como funcionava o golpe
De acordo com as investigações, o grupo criava páginas falsas que imitavam plataformas de bancos digitais. Para atrair vítimas, os criminosos pagavam anúncios em mecanismos de busca da internet, fazendo com que os links fraudulentos aparecessem entre os primeiros resultados das pesquisas.
Ao clicar no endereço falso, a vítima acreditava estar acessando o site oficial da instituição financeira. Na sequência, inseria login, senha e até validava QR Codes que aparentavam ser verdadeiros.

Nesse momento, os suspeitos conseguiam os dados bancários em tempo real e assumiam o acesso da conta da vítima no banco verdadeiro. A técnica é conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão.
Com acesso às contas, os criminosos realizavam transferências PIX e movimentações financeiras sem autorização dos usuários. Segundo a Polícia Civil, contas de terceiros e empresas eram usadas para esconder e distribuir o valor obtido nos golpes.
Movimentação milionária
As investigações identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas que ultrapassam R$ 4,8 milhões. A polícia também encontrou dezenas de conexões entre investigados, empresas e pessoas utilizadas para ocultar os recursos desviados.
Durante a operação, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. Outras duas pessoas acabaram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico após a polícia encontrar cerca de 10 quilos de maconha durante as buscas.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivos informáticos, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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A operação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás com apoio de equipes de outros estados. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema.