MEMÓRIAS

Henry, que perdeu a vida no lago Corumbá, era religioso e sonhava em trabalhar com IA

Henry Chaves Norte tinha 18 anos e morreu enquanto tentava atravessar lago Corumbá de caiaque, com dois amigos

Henry, que perdeu a vida no lago Corumbá, era religioso e sonhava em trabalhar com IA (Foto: redes sociais)
Henry, que perdeu a vida no lago Corumbá, era religioso e sonhava em trabalhar com IA (Foto: redes sociais)

Uma tragédia que aconteceu no lago Corumbá, em Alexânia, abreviou uma trajetória de vida que prometia ser cheia de realizações para Henry Chaves Norte, de 18 anos. Henry havia acabado de concluir o ensino médio em Goiânia, havia prestado vestibular e se preparava para concretização de um sonho: o de estudar Inteligência Artificial (IA) e de trabalhar em uma das áreas mais promissoras do mercado.

Vanusa de Aveiro, tia de Henry, descreve o sobrinho como um rapaz que reunia todos os predicados que um bom ser humano reúne. “Ele era luz, amor, união. Caladinho, mas muito solidário. Não era uma criança egoísta, foi um ótimo neto, irmão, primo… gostava de tudo. Nao bebia álcool e, aliás, nem refrigerante. Muito centrado. Era uma pessoa maravilhosa”.

Henry nasceu na Inglaterra, no dia 28 de agosto de 2007, na época em que a mãe dele estava na Europa para estudar. Com dois anos e meio, veio para Goiânia. Mas a ideia de voltar para lá com o objetivo de se tornar um profissional ainda mais qualificado estava entre os seus objetivos. Até que esse dia chegasse, Henry estava se preparando: já dominava o inglês com fluência, mesmo sem nunca ter morado fora do Brasil, e era um aluno aplicado.

O rapaz gostava de esportes, sobretudo de basquete, e quis o destino que ele perdesse a vida enquanto remava em um caiaque. No dia 31 de dezembro, ele e dois amigos de infância tentavam atravessar o lago Corumbá, de uma margem a outra, na mesma embarcação. Quando ela virou, só os outros dois jovens conseguiram se salvar. O corpo de Henry foi encontrado na manhã do dia 5 de janeiro, a cerca de 20 metros de profundidade.

Outra característica que chamava atenção da tia Vanusa era o fato de o sobrinho ser uma pessoa religiosa, que cultivava o hábito de ler a Bíblia. Todo domingo, ele participava do almoço tradicional na casa dos avós. “No dia 4 foi o nosso primeiro almoço sem ele. Não sei como vai ser agora”, diz Vanusa.

O sepultamento de Henry está marcado para as 17h30, no complexo Vale do Cerrado (que fica na rodovia GO-060, conjunto Vera Cruz, na saída de Goiânia para Trindade). Não haverá velório.

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