Investigação aponta que corretora foi morta dentro do condomínio onde morava, em Caldas Novas
O crime teria ocorrido no subsolo do edifício, área sob controle direto do síndico
A Polícia Civil trabalha com a tese de que a corretora Daiane Alves foi morta nas dependências do condomínio onde morava, em Caldas Novas. A investigação aponta que o corpo dela foi retirado do local em uma caminhonete. O crime teria ocorrido no subsolo do edifício, área sob controle direto do síndico preso acusado como autor do assassinato nesta quarta-feira (28). Embora o veículo tenha passado por uma limpeza minuciosa para apagar vestígios, assim como a cena do crime no subsolo, a linha de apuração conecta o uso do transporte à logística de descarte do cadáver.
A reconstrução da dinâmica do crime indica que o subsolo foi escolhido por oferecer menor circulação de moradores e pontos com limitação de câmeras de segurança. Segundo a Polícia Civil, o local permitia controle de acesso e tempo suficiente para a remoção do corpo sem chamar atenção, especialmente após o desligamento do padrão de energia do prédio, episódio que também está sob apuração.
Peritos da Polícia Técnico-Científica realizaram exames no subsolo e no veículo utilizado, em busca de vestígios microscópicos que possam resistir à limpeza, como resíduos biológicos e fibras. A ausência de sinais visíveis, segundo os investigadores, não descarta a prática do crime no local, mas reforça a hipótese de uma tentativa deliberada de eliminação de provas.
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A caminhonete teria sido utilizada para transportar o corpo até uma área de mata afastada da região central de Caldas Novas, local que, conforme a investigação, já era conhecido pelo principal suspeito. A polícia avalia ainda se houve auxílio de terceiros tanto na retirada do corpo quanto na ocultação do cadáver.
As apurações seguem em andamento, com cruzamento de depoimentos, análise de imagens, dados técnicos e laudos periciais, para consolidar a linha do tempo do crime e definir o grau de participação de cada investigado.
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