Investigado por morte da filha e agressão contra crianças é preso ao violar MP com auxílio da mulher; entenda
Crianças foram localizadas escondidas em um cômodo nos fundos da residência durante a abordagem policial
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Investigado pela morte da filha Elza Mariana, de apenas três meses, em agosto de 2025, um homem de 31 anos, com quase 20 passagens criminais — a maioria por violência doméstica, inclusive contra crianças — voltou a ser preso pela Polícia Civil em Anápolis na sexta-feira (16). Ele descumpriu medidas protetivas (MPs) que determinavam seu afastamento dos outros filhos. A mãe dos menores, de 27 anos, também foi presa em flagrante, acusada de permitir o convívio e de auxiliar o companheiro na tentativa de fuga. Segundo a polícia, a mulher ainda tentou esconder os outros três filhos em um quarto usado como despensa durante a abordagem.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após denúncias indicarem que o casal seguia convivendo com as crianças, em desacordo com determinação judicial. Segundo a delegada Aline Lopes, titular da unidade, o homem havia sido colocado em liberdade em dezembro de 2025, com uso de tornozeleira eletrônica e medidas protetivas de urgência. “Ele estava proibido de manter qualquer tipo de contato com os filhos, mas, assim que deixou a prisão, retomou o relacionamento com a companheira e voltou a ter acesso às crianças”, afirmou a delegada.
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Com base nas informações recebidas, a equipe da DPCA passou a monitorar a situação e realizou diligência até a residência do casal. No local, os policiais encontraram as crianças escondidas em um cômodo nos fundos da casa, o que, segundo a Polícia Civil, reforçou o descumprimento das medidas judiciais. “No momento da abordagem, as crianças haviam sido escondidas com a chegada da polícia”, relatou Aline Lopes.

Ao receber voz de prisão, o homem tentou fugir com o auxílio da companheira, correndo por alguns metros e se escondendo em um lote próximo à residência, mas acabou capturado pelos policiais. A mulher, conforme a investigação, tentou tumultuar a ação e incentivou a fuga. “Ela tinha plena ciência das medidas protetivas e, ainda assim, foi conivente, permitindo o convívio e auxiliando na tentativa de fuga”, destacou a delegada.
Ambos foram autuados em flagrante por descumprimento de medida protetiva, encaminhados à unidade prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário. Ele já foi indiciado por homicídio e maus-tratos.
A DPCA reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones (62) 3328-2721 ou pelo WhatsApp (62) 98595-6560. O sigilo é garantido.

Morte de Elza
Elza Mariana tinha apenas três meses na época das agressões e foi atendida em unidade de saúde com sinais de espancamento. A alegação inicial do investigado foi de que a bebê tinha se engasgado com leite materno. O caso foi registrado na Vila Jaiara, região Norte de Anápolis.
Exames médicos, no entanto, constataram traumatismo craniano grave, incompatível com a versão apresentada pelo pai. A criança foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde morreu dias depois.

O pai foi indiciado pelo Ministério Público de Goiás por homicídio qualificado e maus-tratos. Caso seja condenado, as penas podem ultrapassar 35 anos de prisão. A mãe da bebê também poderá responder por maus-tratos, conforme apuração do MP.
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