Iphan condena prefeitura pelo corte de árvores protegidas em nível federal na Praça Cívica
Árvores estavam no fim do ciclo de vida, segundo laudo técnico. Prefeitura vai plantar ipês-amarelos no local para manter a arborização
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) condenou a prefeitura de Goiânia pelo corte não autorizado de árvores em frente ao Museu Zoroastro Artiaga, na Praça Cívica.
“A praça integra o conjunto urbanístico tombado em nível federal, cuja arborização é reconhecida como valor paisagístico do tombamento”, ressalta o Iphan. O órgão já encaminhou um ofício à Prefeitura de Goiânia solicitando esclarecimentos acerca da retirada das árvores.
“Ressalta-se que quaisquer intervenções, obras ou modificações incidentes sobre bens tombados devem ser previamente submetidas à análise e à autorização deste Instituto, nos termos da Portaria nº 289/2025”, diz o instituto.
Outro lado
A prefeitura, por sua vez, diz que três árvores da espécie Ficus começaram a ser retiradas na Praça Cívica por causa de um laudo produzido pela própria administração municipal (via Amma) que diz que os exemplares corriam risco de desabar.
De acordo com o parecer da Amma, as árvores chegaram ao fim do ciclo de vida e apresentavam comprometimento estrutural, o que poderia provocar acidentes, principalmente em períodos de chuva e ventos fortes.
A prefeitura informou que serão plantadas mudas de ipê-amarelo no mesmo local, com altura mínima de 1,50 metro. O plantio deve ocorrer em até 30 dias. A Amma informou que os laudos são elaborados por técnicos habilitados e seguem critérios científicos.
Segundo a prefeitura, a Comurg “só realiza poda ou retirada de árvores mediante autorização ambiental”.