Exclusivo: irmã de Daiane revela pergunta que gostaria que fazer ao assassino da corretora
Fernanda diz que pede a Deus força para perdoar o acusado do crime
Fernanda Alves é irmã da corretora Daiane Alves, assassinada em dezembro após entrar no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, e ficar mais de 40 dias desaparecida. O síndico Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, é acusado do crime. Ao Mais Goiás, nesta quinta-feira (19), a parente da vítima disse que gostaria de fazer uma pergunta a ele, que está preso: “Cléber, o mundo que você vive está melhor sem a Daiane?”
Fernanda afirmou, também, que hoje é um dia importante para a família, mas que espera Justiça. Que o caso seja bastante divulgado e que Cléber receba a condenação máxima. “A maldade foi demais, uma pessoa perigosa que, de fato, não pode ficar solta. Ele tem que ser punido.”
Para Deus, entretanto, ela pede que dê forças para perdoar. “Eu estou sempre declarando o perdão a ele, mas não por ele. Para o meu bem, pois o sentimento de raiva e revolta é tão grande, que não podemos viver com isso no coração. Para ter paz, é preciso perdoar.”
Ela diz, ainda, que a família assistiu e viveu um filme de terror em tempo real. “Infelizmente, a personagem era a minha irmã. Ainda estamos em choque.” Inclusive, ela afirma que a divulgação da conclusão do inquérito pela polícia a deixou muito abalada. “A questão dos dois tiros, de baixo para a cima, fora do condomínio, o que me assusta ainda mais. Muito premeditado. E, em momento algum, ele pensou em parar.”
Ela continua: “Eu não tenho palavras para descrever meu sentimento sobre tudo que vi e ouvi sobre o caso da minha irmã.” Sobre o caso, Daiane desapareceu em dezembro e teve o corpo encontrado na madrugada de 28 de janeiro em uma região de mata do município. Além de Cléber, o filho dele também foi detido, à época, mas descartado como autor, posteriormente.
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Nesta quinta-feira, a Polícia Civil relatou detalhes da investigação. Segundo a corporação, Cléber atacou a corretora com algum instrumento, retirando a vítima ainda viva de dentro do prédio. Dois disparos foram feitos e atingiram o crânio da corretora. Perícia afirma que os projéteis foram deflagrados, provavelmente, em região de mata – na área onde ela foi encontrada.
Além disso, os peritos conseguiram recuperar uma gravação do celular da vítima que mostra o momento do ataque, ainda no subsolo do prédio onde ela e o acusado moravam. O ataque ocorreu, conforme a corporação, após uma série de desentendimentos, perseguições e agressões direcionadas a ela pelo algoz. O aparelho foi descartado na caixa de esgoto do edifício.
Inquérito
O inquérito divulgado nesta quinta-feira detalha que o crime foi o ápice de um comportamento de perseguição sistemática (stalking). Meses antes do assassinato, a relação entre Daiane e o síndico já era marcada por conflitos graves, motivados por disputas no mercado de locação de imóveis. A corretora já havia formalizado denúncias de agressões físicas e relatado episódios de sabotagem, como o corte de serviços básicos em sua residência.
A análise do celular, somada aos boletins de ocorrência registrados anteriormente pela vítima, permitiu à polícia traçar o perfil de retaliação adotado pelo autor. Com a conclusão do caso, os vídeos recuperados tornam-se a principal peça técnica para o indiciamento do síndico por homicídio qualificado.
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