Juiz decreta prisão preventiva de homem que matou esposa grávida de 4 meses
Motorista ficará preso enquanto processo transcorrer com a Polícia Civil, que produz o inquérito para remeter. Nesta ocasião, a justiça ainda não entra no mérito do crime, apenas sobre manter ou não Aginaldo Viríssimo preso
Ir direto pra matériaO juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida, converteu em preventiva a prisão em flagrante e Aginaldo Viríssimo Cuelho, 50, suspeito de matar a esposa, Denise Ferreira da Silva, 34, grávida de 4 meses de um filho dele.
Aginaldo deverá aguardar a prisão inicialmente na carceragem da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), na Cidade Jardim, onde por conta do delegado Danilo Proto, que preside o inquérito ter pedido à justiça para que o preso seja ouvido mais vezes pela autoridade que investiga o assassinato.
O crime aconteceu na madrugada da segunda-feira, 4, no Condomínio Residencial Flores de Goiás, no Setor Caravelas, em Goiânia. A vítima, morta com dois tiros (perna e cabeça).
A defesa argumentou que a prisão não havia sido irregular, e que não era considerada flagrante. Além disso, o advogado Silvio José Dourado pediu a liberdade provisória de Aginaldo. O promotor Maurício Gonçalves de Camargos argumentou que em liberdade Aginaldo apresentava risco ao andamento do processo.
“No meu entendimento, determinei a prisão pela garantia da ordem pública e aplicação da lei penal”, disse o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que não entrou no mérito do crime da morte de Denise Ferreira. Nesta fase processual, a Justiça define se o preso é mantido em liberdade ou preso.
VELÓRIO
O corpo de Denise Ferreira já está em São Paulo, segundo a tia materna, Idivonete Ferreira Martins, advogada. Ainda em Goiânia, ela informou que a família já se sente mais aliviada com a manutenção da prisão e conversão em preventiva pelo poder judiciário. “Vou me preparar para retornar a Goiânia, para que na fase do julgamento do caso eu possa servir como assistência de acusação do processo.”
O velório acontece no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, e o sepultamento acontece na manhã desta quarta-feira, 6. O filho de Denise está com o pai, também em São Paulo, depois de ter passado o dia da tragédia aos cuidados de uma vizinha.

Os dois viveram dois anos um namoro à distância, segundo a família de Denise, antes de a paulista se mudar para Goiânia (Foto: Arquivo Pessoal)
CRIME
Denise Ferreira estava com o filho, de 6 anos, em casa, em um condomínio fechado do Setor Caravelas, de Goiânia, quando foi assassinada pelo marido. Os dois eram casados oficialmente, mas viviam um relacionamento conturbado, com brigas, e Aginaldo Viríssimo estava froa de casa há uma semana. Eram três da manhã desta segunda-feira, 4/6, quando o homem estava na casa de um filho no mesmo condomínio e decidiu ir armado à casa da mulher.
Com um revólver, foi ao local e os dois discutiram. Ela percebeu que ele estava armado e correu para a rua. Foi baleada na perna e caiu. Aginaldo se aproximou da mulher, que segurava a barriga, e deu o segundo tiro. Fatal. A criança que estava na casa foi levada para a residência de uma vizinha, enquanto o suspeito fugiu a pé, deixando o carro, com várias munições que foram encontradas posteriormente pela Polícia Civil e perícia da Polícia Técnico Científica.
O suspeito foi encontrado na tarde do mesmo dia, em Anápolis, para onde fugiu após chamar um Uber e ser deixado na casa de parentes. Policiais da Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiânia chegaram ao suspeito e fizeram a detenção sem resistência. A arma não foi encontrada, segundo o delegado Danilo Proto.