Veja penas

Júri condena trio por incendiar padrasto após discussão familiar em Goianápolis

Padrastro sobreviveu após cinco meses de internação; penas dos acusados chegam a 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado

Imagem de um homem algemado
Júri condena trio que espancou e incendiou padrasto após discussão familiar em Goianápolis (Foto: Reprodução/ Freepik)

O Tribunal do Júri condenou um trio de acusados de espancar e incendiar Antônio das Chagas Gonçalves, padrasto do réu Renato da Silva Vieira, em Goianápolis. Sentença revela que a morte da vítima foi planejada após uma discussão familiar em fevereiro de 2025. O julgamento, realizado na quarta-feira (25), teve a decisão divulgada apenas na terça-feira (3).

As penas variaram de 7 anos e 7 meses a 16 anos e 8 meses de reclusão, todas em regime fechado. Além de Renato, Waldson Mendes de Jesus e Walisson Ribeiro Ottonio também foram condenados.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás, o crime ocorreu há um ano, em 28 de fevereiro de 2025, na casa onde a vítima vivia com Renato e a mãe, no Parque das Nações, em Goianápolis. Um dia após a discussão, Antônio foi surpreendido pelo trio com socos e chutes. Na sequência, o grupo ateou fogo ao corpo do padrasto, que foi socorrido ainda com vida, mas morreu após cinco meses internado com sequelas físicas permanentes.

O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido com uso de fogo e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. As teses apresentadas pela defesa que pediam absolvição, desclassificação para lesão corporal ou redução da responsabilidade foram rejeitadas.

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Definição das penas

Na sentença, a Justiça considerou as circunstâncias individuais de cada réu. Renato, que era primário e tinha menos de 21 anos na data do crime, recebeu pena definitiva de 7 anos, 7 meses e 20 dias de prisão.

Já Waldson e Walisson, ambos reincidentes e com antecedentes criminais, foram condenados a 16 anos e 8 meses de reclusão cada.

Além das penas, os três devem pagar, de forma solidária, indenização de R$ 50 mil a Antônio por danos morais e físicos.

Os três já estavam presos desde o dia do crime e permanecem à disposição da Justiça.