Justiça condena mulher de 62 anos que forjou acidente no Centro de Aparecida
Câmeras de segurança foram fundamentais para a elucidação do caso; mulher foi sentenciada por denunciação caluniosa
Uma mulher de 62 anos foi condenada por denunciação caluniosa após uma série de contradições em um suposto acidente no Centro de Aparecida de Goiânia. Além de vídeos que mostram a simulação do impacto, a conduta da mulher no Instituto Médico Legal (IML) — onde se negou a retirar um curativo para avaliação — levantou suspeitas da polícia. O tribunal fixou a pena em dois anos de reclusão em regime aberto, acompanhada de multa, por considerar que ela tentou enganar o sistema judiciário.
O episódio ocorreu em fevereiro de 2024 e ganhou novos contornos com o cruzamento de depoimentos e provas técnicas. As imagens de monitoramento capturaram o momento em que a pedestre, ao notar a aproximação de um veículo em baixa velocidade, caminha em direção à lateral do carro e bate propositalmente na lataria antes de cair no asfalto.
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Na ocasião, o condutor negou a colisão, relatando que a mulher pareceu se desequilibrar ao tentar se apoiar no automóvel. Mesmo assim, ela manteve a versão de que havia sido atropelada e ingressou com uma ação de danos morais contra o motorista.
A resistência injustificada ao trabalho dos médicos legistas no IML, somada à análise minuciosa dos vídeos, levou o magistrado a concluir que o evento foi forjado para obter lucro indevido. Por ser ré primária, ela cumprirá a pena em liberdade, mas deverá pagar 10 dias-multa, fixados em R$ 470.
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