EM RECUPERAÇÃO

Justiça dá 24 horas para farmacêutica comprovar pagamento de salários em Goiás e Minas Gerais

Decisão atendeu manifestação do Ministério Público, que foi informado pela empresa sobre a regularização salarial

Sede da Cifarma, em Goiânia - (Foto: reprodução)
Sede da Cifarma, em Goiânia - (Foto: reprodução)

A Justiça de Goiás determinou que a empresa farmacêutica Cifarma comprove o pagamento ou apresente uma justificativa e um cronograma para quitação dos débitos com os mais de mil trabalhadores das unidades de Goiás e Minas Gerais, que estão sem receber os salários referentes ao mês de maio. A decisão foi proferida na última sexta-feira (26), após manifestação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que afirmou ter sido comunicado pela empresa sobre a regularização da folha salarial, o que não teria ocorrido.

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O juiz também determinou que a administradora judicial verifique se os comprovantes de pagamento apresentados pela empresa, que está em recuperação judicial, correspondem à realidade. Na decisão, o magistrado destacou que os salários possuem natureza alimentar e prioridade máxima. Também faz um alerta de que a repetição dos atrasos ou a prestação de informações incompatíveis com a realidade poderá resultar em medidas mais severas, como o afastamento dos gestores e até mesmo a conversão da recuperação judicial em falência.

A situação é acompanhada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico no Estado de Goiás (SindQFPGO), que chegou a realizar uma manifestação em frente a empresa no último dia 11. O presidente da entidade, Francisley Martins, explica que a decisão representa o reconhecimento da situação vivida pelos funcionários.

“Estamos falando de mais de mil pessoas, entre Goiás e Minas Gerais, que estão há quase 30 dias esperando pelo salário. Esperamos que a empresa cumpra imediatamente a determinação da Justiça e coloque fim a esse sofrimento que já se arrasta há meses”, exalta.

O Mais Goiás procurou a Cifarma para que se posicionasse, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.