JUSTIÇA

Justiça determina perda de cargo dos PMs condenados pela morte de quatro pessoas em Cavalcante

PMs Aguimar Prado de Morais e Luís César Mascarenhas Rodrigues foram os únicos condenados pela chacina de Cavalcante, ocorrida em 2022

Justiça determina perda de cargo dos PMs condenados pela morte de quatro pessoas em Cavalcante (Foto: Governo de Goiás)
Justiça determina perda de cargo dos PMs condenados pela morte de quatro pessoas em Cavalcante (Foto: Governo de Goiás)

A juíza Isabela Rebouças Maia acolheu recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual e determinou que dois policiais militares condenados por homicídios ocorridos durante uma operação policial na zona rural de Cavalcante, em janeiro de 2022, sejam penalizados com a perda dos respectivos cargos públicos.

Os PMs condenados são o sargento Aguimar Prado de Morais, a quem foi imputada pena de 13 anos e nove meses de prisão em regime fechado pela morte de Antônio Fernandes da Cunha; e o soldado Luís César Mascarenhas Rodrigues, que pegou seis anos de reclusão pelo homicídio de Salviano Souza Conceição.

Além de Antônio e Salviano, morreram na operação Ozanir Batista da Silva, de 47 anos; e Alan Pereira Soares, de 27 anos. O tribunal do Júri que selou o destino de ambos os réus aconteceu no dia 21 de agosto de 2025, e durou mais de 30 horas.

Os outros cinco policiais militares envolvidos naquele julgamento foram absolvidos pelo Conselho de Sentença. Os advogados de defesa basicamente sustentaram a tese de que a munição que matou as quatro vítimas foi disparada para que os PMs se defendessem de uma injusta agressão.

O recurso foi apresentado pelos promotores de Justiça Bernardo Monteiro Frayha, Renner Carvalho Pedroso e Úrsula Catarina Fernandes da Silva Pinto porque a sentença proferida após o julgamento do Tribunal do Júri, realizado em agosto de 2025, deixou de se manifestar sobre a perda dos cargos públicos dos condenados.

De acordo com a denúncia do MPGO, o crime ocorreu no dia 20 de janeiro de 2022, por volta das 9 horas, na zona rural de Cavalcante. Os sete policiais militares do 14º Batalhão faziam parte do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) e alegaram ter recebido informações sobre uma plantação de maconha no local.

Mortos na chacina em Cavalcante (Foto: Reprodução – TV Anhanguera)