MANTIDOS EM CÁRCERE

Justiça toma decisão sobre trio que usou drone para lançar granada contra casa em Itaberaí

Trio responde por tentativa de homicídio qualificado, extorsão majorada e porte de artefato explosivo

Justiça prorroga prisão de trio que usou drone para lançar granada contra casa em Itaberaí
Justiça prorroga prisão de trio que usou drone para lançar granada contra casa em Itaberaí (Foto: Reprodução - TV Anhanguera)

A Justiça de Goiás prorrogou, nesta semana, por mais 30 dias, a prisão temporária de três homens suspeitos de usar um drone para lançar uma granada dentro da residência em Itaberaí devido a uma dívida referente à compra de sementes de milho que não teriam rendido o esperado na lavoura. O trio investigado — o credor da dívida, o operador do drone e um comparsa que deu apoio à ação — responde por tentativa de homicídio qualificado, extorsão majorada e porte de artefato explosivo.

Segundo o juiz Pedro Henrique Guarda Dias, ao prorrogar a prisão, os suspeitos agiram com “extrema gravidade” e são “indivíduos perigosos”. À TV Anhanguera, as defesas de Jabes Miller José de Brito e Jones Jonatas Saraiva de Freitas disseram que o caso está em fase de investigação, sem denúncia recebida ou julgamento. Eles negam as acusações. O advogado de Abraão de Lima Borges não foi localizado. Este espaço segue aberto.

atentado com drones e granada, que não foi realizado por uma falha na execução, entre 15 e 17 de janeiro, foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO). O alvo era um produtor rural e o artefato seria solto no quintal da casa onde vive com a família. Os três suspeitos foram presos no Mato Grosso quando retornavam para Goiás no começo deste mês.

À TV Anhanguera, o delegado Samuel Moura disse que a distância entre o local da operação e a residência pode ter interferido no sinal e atrapalhado a execução. A vítima e sua família estavam em casa na data do fato. Na primeira tentativa, a granada ficou presa no drone, que não retornou após atingir uma palmeira. Eles, então, enviaram outro equipamento para resgatar o primeiro com uma corda, que também caiu.

Segundo o delegado, tanto os drones quanto a granada foram adquiridos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No fim de semana, eles retornaram ao local. Dois deles, quando foram presos, estavam com outra granada e uma pistola. O terceiro foi detido em Primavera do Leste (MT), que seria a “base” da quadrilha.

O delegado explicou que a granada é uma M7, de uso militar. Conforme as investigações, os suspeitos não tinham recursos para adquirir esses itens. Ainda sobre a tentativa de atentado, relatórios da perícia indicaram que, caso a granada tivesse explodido, havia risco real de morte para todos os presentes na área de lazer da casa.

Os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, para dificultar a identificação. Eles também usavam telefones registrados em CPFs de terceiros. Mesmo após a primeira tentativa de cometer o crime falhar, eles seguiam fazendo ameaças à vítima.

Operação Cobrança Final

A Operação Cobrança Final cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos. O ataque só não foi bem-sucedido porque os dois drones colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa, localizada na Vila Leonor, em Itaberaí. Com a queda das aeronaves, a proprietária encontrou os artefatos e acionou a Polícia Militar.

No dia dos fatos, devido ao alto poder de destruição dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. Desde então, a Polícia Civil, por meio de inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, trabalhou para identificar os operadores e os mandantes do crime.