Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
DEIXOU FERIDOS

Lancha que explodiu em lago de Brasília: goiano conta como foram últimos minutos antes do estrondo

Passeio foi organizado por um integrante do grupo, e o combinado era que os demais participantes arcassem apenas com a própria parte dos custos

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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A lancha que explodiu no Lago Paranoá, em Brasília, no último domingo (20), percorreu cerca de 10 metros antes de parar e apresentar dificuldade para ser religada, segundo o engenheiro civil e compositor Thawan Alves, que estava na embarcação. De acordo com ele, um dos marinheiros tentou dar a partida novamente, mas não conseguiu. Outro profissional foi chamado para ajudar e, após mexer na lancha, conseguiu fazê-la funcionar. Pouco depois, a embarcação explodiu.

Ao Mais Goiás, Thawan contou que o passeio não havia sido planejado para comemorar nenhuma ocasião específica. A ideia surgiu de última hora e um amigo ficou responsável por organizar a atividade. Os demais participantes apenas pagariam os custos do passeio após o levantamento do valor.

Entre 13 e 14 pessoas participaram do passeio. Parte do grupo não se conhecia diretamente, mas tinha amigos em comum. A maioria dos passageiros era de Goiânia, conforme o relato.

Thawan afirmou que ninguém percebeu que a parada da embarcação poderia representar algum risco. “Eu posso dizer por mim, não era minha primeira vez em lancha, e acho que a maioria do pessoal que estava ali não era a primeira vez também, mas a gente não tinha experiência para ter esse tipo de noção, se aquilo representava um perigo ou se era normal”, disse ao portal.

Lancha explodiu e deixou ao menos três pessoas feridas (Foto: Reprodução)

Marinheiros eram responsáveis pela condução

O compositor afirmou que os passageiros apenas acompanhavam o trabalho dos marinheiros, responsáveis pela condução da embarcação, e que não sabe o que provocou a explosão. “Os marinheiros ali que estavam comandando tudo. Então a gente estava só observando e não sabe nem faz ideia do que aconteceu, porque ninguém entende de lancha, nem de nada ali”, contou.

Thawan também não sabe informar quem é o proprietário da lancha, qual empresa forneceu a embarcação ou quem contratou os marinheiros. Como não foi responsável pela organização, ele disse que essas informações estão com o amigo que ficou encarregado do passeio.

Esse amigo também ficou ferido no acidente e, segundo Thawan, ainda não conseguiu esclarecer os detalhes sobre a contratação da embarcação e dos marinheiros. As informações devem ser esclarecidas quando ele estiver em condições de falar sobre o passeio.

Médica teve ferimentos graves

Segundo Thawan, a médica dermatologista Maize Oliveira foi uma das pessoas que mais sofreram ferimentos. No entanto, ele afirmou que ela não corre risco de vida, está consciente e se comunicando. Ela deve permanecer internada por mais alguns dias para receber cuidados relacionados às queimaduras.

Nas redes sociais, ela recebeu mensagens de apoio de pessoas próximas, que desejaram uma boa recuperação. “Orando mais um dia por você, minha amiga”, escreveu uma delas em uma publicação compartilhada no perfil de Maize.

Médica Maize Oliveira (Foto: Reprodução)

O compositor afirmou ainda que outros amigos continuam hospitalizados e recebem acompanhamento médico. Até onde conseguiu saber, todos estão fora de risco de vida.

A Marinha do Brasil investiga as circunstâncias do acidente. O laudo deve apontar as possíveis causas da explosão.

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