GRAFITE

Luciano Hang denuncia grafite em viaduto que ele ajudou a ‘limpar’ em Goiânia; vídeo

Empresário defendeu leis e consequências mais duras para esse tipo de crime

Luciano Hang denuncia grafiteiro por vandalismo em viaduto em Goiânia; artista alega expressão cultural
Luciano Hang denuncia grafiteiro por vandalismo em viaduto em Goiânia; artista alega expressão cultural

Luciano Hang, dono da Havan, disse, nesta semana, que tomou medidas legais contra o artista conhecido como Smith Art Tattoo por ele grafitar o viaduto Iris Rezende Machado em Goiânia. Em 30 de janeiro deste ano, o empresário participou de uma ação de pintura da estrutura, que fica em frente à loja dele inaugurada na capital, ao lado do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). A iniciativa teve, justamente, o intuito de remover pichações.

Em vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira (10), Hang afirmou que “um indivíduo que se identifica como Smith Art Tattoo pichou o viaduto que tínhamos acabado de pintar lá, em Goiânia, junto com um menor de idade. Ele gravou tudo e ainda teve a coragem de postar no próprio canal do YouTube. É importante lembrar que isso é crime no Brasil”.

Ainda na gravação, o empresário defendeu leis e consequências mais duras para esse tipo de crime. “Inclusive, prisão”, disse. “Não podemos normalizar o vandalismo que suja as nossas cidades e desrespeita os espaços públicos e privados.” Segundo ele, o local já foi novamente pintado e medidas legais foram tomadas. “Agora, espero que a Justiça faça alguma coisa.”

Luciano Hang ao lado de Mabel em visita a Goiânia (Foto: Divulgação)

Outro lado

No Instagram, o artista publicou um vídeo para defender a prática do grafite. Ele argumentou que a ação não configura vandalismo, mas uma manifestação artística legítima que oferece visibilidade e oportunidades sociais para jovens da periferia. “Apagar arte é apagar cultura. E apagar cultura é um desrespeito ao povo”, afirmou.

Ainda segundo ele, existem estudos que comprovam que o grafite ajuda a afastar os jovens da criminalidade. “Mas essa ajuda vem dos próprios artistas, pois o governo não tem pauta de incentivo socioeducativo.” O artista reforçou que “o grafite é indomável” e “vocês nunca vão conseguir reprimir o movimento artístico”.

“Estamos no ano de eleição e o grafite é o alvo da vez. Até porque, tem quem ame e quem odeie. Afinal, quem define o que é arte? Para alguns, a alma da cidade; para outros, um ótimo alvo eleitoral”, declarou. O Mais Goiás procurou Smith para comentar a situação e aguarda retorno.