Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Reincidência

Mãe revela ter sido vítima de troca de bebês no Hutrin em 2017

Famílias ficaram 24 horas com filhas trocas na maternidade do Hutrin, em 2017; situação foi solucionada após insistência das mães. Caso chama atenção pela semelhança com ocorrência recente

Por - Goiânia, GO
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Há quase dois anos, duas famílias tiveram seus bebês trocados na maternidade do Hospital de Urgência de Trindade (Hutrin), antecedendo o caso da última sexta-feira (26) na mesma unidade de saúde. As famílias ficaram com as filhas trocadas por 24 horas e perceberam diferenças físicas, devido à coloração de pele das meninas recém-nascidas. Sob protestos das mães, o hospital investigou o caso pelo sistema de monitoramento de vídeo e fez exames de DNA, que comprovaram a troca.

Adriana Silvestre, 33 anos, sofria dores do pós-parto e da cirurgia de laqueadura quando recebeu a bebê errada no quarto da maternidade, no dia 17 de agosto de 2017. “Me disseram (equipe médica) que eu estranhei a diferença da bebê por causa da iluminação e do sistema de ar condicionado. Bati o pé que eles tinham trocado as meninas”, relembra.

Com a certeza de que a filha recém-nascida estava em outro quarto da maternidade com outra mãe, Adriana escutava o choro insistente de uma bebê durante toda a madrugada. Ela não podia sair da cama. Apenas escutava. No outro dia, ficou sabendo que o choro vinha da própria filha.

Bebês trocadas em berçário do Hutrin em 2017 (Foto: arquivos pessoais)

Em outro quarto, Caroline Cristina, de 28 anos, passava pela mesma situação. Ela estava com a filha de Adriana e longe de sua bebê. Após insistência das mães, o hospital realizou a investigação que comprovou a troca. O parto das mulheres aconteceu em horas próximas e as recém-nascidas foram colocadas em berços errados.

Como a troca das bebês foi desfeita dentro da maternidade, as famílias não denunciaram o caso à polícia. “Quando peguei minha filha, só queria sair daquele pesadelo”, diz Adriana. Na época, agosto de 2017, o hospital fez uma declaração atestando a troca e explicando o caso às mães. Segundo Adriana, representantes da unidade médica disseram que os envolvidos no erro foram afastados e que os procedimentos seriam revistos para evitar novos equívocos.

Veja íntegra da nota emitida pela administração do hospital à época:

Hospital assume equívoco (Foto: divulgação/Arquivo pessoal)

Caso repetido

Na última sexta-feira (26), uma  nova troca de bebês, na mesma unidade de saúde, chamou atenção. O caso foi comprovado por exame de DNA feito pelos pais de um dos recém-nascidos.  Desde o dia 9 de julho, as crianças ficaram com as famílias erradas após nascerem com poucos minutos de diferença. As famílias até decidiram morar juntas enquanto aguardam o resultado de um novo exame com amostra das duas famílias para solução final do caso.

Assim como no caso de Adriana e Caroline, os pais desconfiaram da troca devido às características físicas dos recém-nascidos. Um casal decidiu fazer exame de DNA por conta própria e identificou incompatibilidade de paternidade. O delegado André Fernandes, responsável pelo caso mais recente, afirmou que a troca aconteceu por um erro na hora de colocar a pulseira de identificação nos bebês.

O Mais Goiás entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hutrin para saber quais medidas foram tomadas desde 2017 para evitar que os casos sejam repetidos e sobre ações para evitar erros de troca de recém-nascidos.

Em nota, a assessoria do Hutrin informou que o caso aconteceu em 2017, portanto, fora da abrangência da gestão do Instituto CEM, a organização social que administra a unidade de saúde desde novembro de 2018.  A nota informa que em virtude do ocorrido naquele período os protocolos de segurança foram alterados para impor mais rigor e não dá mais detalhes.

 

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