Moradores denunciam mulher em situação de rua que dança nua e agride pedestres em Goiânia
Populares cobram ação das autoridades
Moradores da Alameda Couto Magalhães, no Setor Bela Vista, em Goiânia, registraram uma mulher em situação de rua que dança nua na via, nesta quinta-feira (5). Ao Mais Goiás, eles alegam que a presença dela tem gerado transtornos há pelo menos seis meses. Além da exposição, também há casos de perseguição e tentativa de agressão a pedestres. Segundo os populares, ela até faz “as necessidades” na rua.
A vizinhança também relata danos ao patrimônio da região, com a destruição de vidraça de um hospital próximo. Ela também já teria arremessado detritos dentro de condomínios residenciais – até mesmo conseguiu jogar um frango dentro de uma piscina. Os moradores relatam que já acionaram a Polícia Militar (PM) na última semana, mas não houve retorno.
“Ela está aqui já tem mais de 6 meses. Fica andando pela região, está sempre agitada, anda para o lado e para o outro, já quebrou os vidros no hospital. À noite, ela fica na esquina de um prédio e o pessoal da região tem medo dela”, relatou uma moradora. “Ela agride com cuspe e já correu atrás de mim, me cercou na porta do meu prédio.”
É comum ver a mulher quase todos os dias na região, de manhã e no fim da tarde. “Ontem [quarta-feira], ela veio atrás de mim”, revelou outra moradora da região. “Eu ia para a padaria, enquanto ela estava jogando coisas em quem estava na calçada.” Segundo essa pessoa, a mulher costuma vestir roupa e correr quando percebe que alguém vai chamar a polícia. “Ela avança nas mulheres”, reforçou.
Para essa moradora, a conduta da mulher mudar ao ver a polícia demonstra que “ela não é doida”. “Ela fica muito alterada. A preocupação é porque passam crianças pelo local. Mas quando a polícia passa, ela se comporta. Então, eles não chegam a parar.”
O Mais Goiás entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e com a Guarda Civil Metropolitana (GCM). A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) também foi procurada.
A Semasdh informou, em nota, que não recebeu chamado da situação relatada nesta quinta-feira. “Porém, a pasta esclarece que a mulher mencionada é conhecida pelas equipes da assistência social e vem sendo acompanhada ao longo dos últimos meses. Trata-se de uma pessoa em situação de rua que apresenta questões relacionadas à saúde mental, já abordada em diferentes ocasiões pelas equipes.” Disse, ainda, que ela tem recusado os atendimentos e encaminhamentos oferecidos, e que se mantém “à disposição para dialogar com a comunidade e buscar soluções dentro das competências do poder público”.
Já a Guarda Civil disse que não havia qualquer registro junto à Central Operacional da corporação, de solicitação de averiguação ou de abordagem referente ao fato mencionado. Caso a PM se posicione, essa matéria será atualizada.
Nota da Semasdh:
“A Secretaria Municipal de Política para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) informa que, nesta quinta-feira (5/2), não houve registro formal de chamado sobre a situação relatada. Porém, a pasta esclarece que a mulher mencionada é conhecida pelas equipes da assistência social e vem sendo acompanhada ao longo dos últimos meses. Trata-se de uma pessoa em situação de rua que apresenta questões relacionadas à saúde mental, já abordada em diferentes ocasiões pelas equipes.
A Semasdh informa que, apesar das abordagens realizadas, a mulher tem recusado os atendimentos e encaminhamentos oferecidos. As diretrizes da política de assistência social e de saúde não permitem a retirada compulsória de pessoas em situação de rua, salvo por determinação judicial ou em casos excepcionais previstos em lei.
A Prefeitura de Goiânia reforça que atua de forma contínua, respeitando os direitos humanos, a dignidade da pessoa atendida e os limites legais de intervenção, mantendo-se à disposição para dialogar com a comunidade e buscar soluções dentro das competências do poder público.“