INSATISFAÇÃO

Moradores do Setor Aeroporto denunciam insegurança e invasões ligadas ao Centro Pop

Praça do Avião já registra a montagem de barracas, repetindo o cenário de ocupação desordenada visto anteriormente na Alameda Botafogo

Moradores do Setor Aeroporto denunciam insegurança e invasões ligadas ao Centro Pop
Moradores do Setor Aeroporto denunciam insegurança e invasões ligadas ao Centro Pop (Foto: Enviada ao Mais Goiás)

Moradores do Setor Aeroporto, em Goiânia, procuraram o Mais Goiás, nesta sexta-feira (2), para denunciar insegurança e invasões ligadas ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), no setor Aeroporto. O local de acolhimento começou a funcionar no bairro em meados de dezembro. Mesmo antes de sua instalação, populares já expressavam descontentamento, como revelou o portal.

Agora, os cidadãos reclamam do aumento de crimes e da falta de higiene nas proximidades do Centro Pop. O relato inclui roubos, furtos, assédios, além do incômodo constante de pessoas em situação de rua fazendo necessidades fisiológicas em frente a casas e prédios.

No último dia 24 de dezembro, conforme um morador informou, a situação atingiu um ponto crítico quando um homem em situação de rua invadiu um prédio residencial para tentar praticar furtos. Câmeras de segurança registraram a invasão. Desta forma, a comunidade pede medidas urgentes de segurança pública e assistência social.

Eles também expõem que a Praça do Avião já registra a montagem de barracas, repetindo o cenário de ocupação desordenada visto anteriormente na Alameda Botafogo. Assim, os residentes reforçam que o bairro sofre com a degradação urbana e transtornos.

“A estrutura do Centro Pop não serve para fazer o acolhimento. Não é suficiente. Algumas lojas já foram invadidas, a Guarda Civil não fica o tempo todo e estamos sem suporte da prefeitura, que foi prometido. Quem mora e quem trabalha no setor está refém”, disse um morador ao Mais Goiás.

Ainda segundo ele, as pessoas têm ficado mais em casa, devido às intimidações sofridas. Para o morador, o acolhimento é necessário, mas deve ser humanizado e com estrutura adequada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos disse que acompanha de forma permanente as demandas relacionadas ao Centro Pop e à população em situação de rua no Setor Aeroporto, em atuação integrada com outras áreas da Prefeitura de Goiânia. Segundo a pasta, “situações de caráter criminal são de competência das forças de segurança pública, que atuam em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana no patrulhamento da região”. Informou, ainda, que, “em relação às barracas na Praça do Avião, a equipe já foi acionada e está realizando abordagem social no local, com oferta de acolhimento e demais serviços da rede socioassistencial”.

O que é o Centro Pop

O Centro Pop é um Centro de Referência Especializado para pessoas em situação de rua. Nele são oferecidas rodas de conversa, apoio psicossocial e atividades voltadas à autonomia e à reinserção familiar. Cada unidade atende, em média, 20 pessoas diariamente.

Nota completa da prefeitura de Goiânia:

“A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH) informa que acompanha de forma permanente as demandas relacionadas ao Centro POP e à população em situação de rua no Setor Aeroporto, em atuação integrada com outras áreas da Prefeitura de Goiânia.

O Centro POP é um equipamento de atendimento diurno, voltado à oferta de alimentação, higiene e encaminhamentos para a rede de serviços. Situações de caráter criminal são de competência das forças de segurança pública, que atuam em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana no patrulhamento da região.

As equipes de abordagem social realizam atendimentos contínuos no entorno do Centro POP e em outros pontos do bairro, promovendo orientações e encaminhamentos adequados. Em relação às barracas na Praça do Avião, a equipe já foi acionada e está realizando abordagem social no local, com oferta de acolhimento e demais serviços da rede socioassistencial.

A SEMASDH reforça que o tema exige ações integradas, diálogo com a comunidade e atuação permanente do poder público, buscando garantir a segurança urbana e a dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade social.