Mulher denuncia policial militar por agressão e ameaça em Cachoeira Dourada
Agente nega todas as acusações
Uma mulher de 35 anos denunciou em boletim de ocorrência ter sido agredida e ameaçada pelo policial militar Glaciel de Souza Andrade em Cachoeira Dourada. Conforme termo de declaração registrado na Polícia Civil de Goiás (PCGO), o caso aconteceu às 20h50 de sábado (9) em um bar do município. O homem nega todas as acusações (confira no fim da matéria).
Segundo relato, Claudiane Santos Silva e o agente foram amigos no passado, mas tinham uma relação conturbada. A vítima narrou na denúncia que, quando chegou ao estabelecimento, encontrou o policial no local e ele estaria visivelmente embriagado. Quando o homem a percebeu, ele a teria segurado pelo pescoço, levado para um ponto afastado e então começado a agredi-la com socos, que causaram lesões no rosto.
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Ela prestou dois depoimentos. No primeiro, ela disse que o policial estava armado e fez ameaças como: “Não mexe comigo, eu vou te matar.” Já na declaração complementar, a mulher informou que sentiu um objeto encostar em sua barriga, mas que não viu se era uma arma.
A vítima disse, ainda, que a esposa do policial chegou após o começo das agressões e também teria participado do ataque enquanto ele a segurava. Ela ainda citou que duas pessoas teriam presenciado a cena e uma delas teria tentado ajudar. “Pare, você vai matar ela”, afirmou a testemunha, conforme o relato.

Por fim, a mulher disse aos policiais que recebeu atendimento médico no hospital de Cachoeira Dourada e manifestou desejo de representar criminalmente contra o PM.
Relato ao Mais Goiás
Claudiane disse ao portal que é perseguida pelo policial há anos, mas não identificou uma motivação específica para a ocorrência do fim de semana. “Éramos amigos, apoiei ele quando disputou como deputado, mas depois da política tivemos uma desavença e perdemos amizade”, não deu detalhes.
Segundo ela, após o ocorrido, o homem ainda fez publicações contra ela nas redes sociais. “Não me procurou em momento algum.” Ela afirma que, além do boletim de ocorrência, também buscou o Judiciário. “Quero que a Justiça seja feita, que ele pague por tudo que me causou. Agressão corporal e mental. Estou com muito medo”, desabafou.
Policial Militar
O Mais Goiás não conseguiu o contato de Glaciel, mas mantém o espaço aberto, caso haja interesse. Nesta terça-feira (12), contudo, ele publicou no Instagram uma imagem, dizendo que nem toda acusação é real. “Existem mulheres que realmente precisam e merecem toda proteção da lei. A violência contra a mulher é real e deve ser combatida com firmeza. Mas também existem homens inocentes que tiveram suas vidas destruídas por acusações falsas”, escreveu em trecho da legenda.
Ao Jornal Opção o policial negou as acusações. Segundo ele, a confusão começou após Claudiane supostamente proferir ofensas contra ele, a esposa e a filha de oito anos, que estavam no bar.
“Ela deu um tapa no rosto da minha esposa, causando um corte. Minha esposa entrou em vias de fato com ela e revidou a injusta agressão, causando lesões nessa moça”, afirmou ao veículo de comunicação. Glaciel também negou ter usado uma arma ou ameaçado a mulher, e disse que Claudiane já fez publicações ofensivas contra ele nas redes sociais.
Polícia Militar
O portal também procurou a Polícia Militar (PM) para comentar a ocorrência. A corporação enviou a seguinte nota:
“A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um policial militar, registrada no dia 09 de maio de 2026, no município de Cachoeira Dourada.
Conforme apurado preliminarmente, o militar se encontrava de folga no momento dos fatos. A Corporação ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta incompatível com os princípios éticos e legais da atividade policial militar.
A possível vítima realizou o registro da ocorrência junto à Polícia Civil do Estado de Goiás, sendo o caso acompanhado pelo Delegado competente da região.
No âmbito de sua competência, a Polícia Militar adotará os procedimentos administrativos cabíveis para a devida apuração dos fatos, observando o contraditório e a ampla defesa.
A Corporação reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a preservação da ordem pública, colocando-se à disposição da sociedade.”