Sexta-feira, 24 de Julho de 2026
COBRANÇA

Operação identifica 115 distribuidoras de bebidas em situação irregular, em Goiânia

Agora, Prefeitura terá 20 dias para acatar recomendação de fazer uma fisclaização específica nesses estabelecimentos

Por - Goiânia, Go
Publicado em: • Atualizado em:
Foto ilustrativa: distribuidora de bebidas

O Ministério Público de Goiás (MPGO) divulgou nesta segunda-feira (2) o balanço da recomendação expedida no início de agosto à Prefeitura de Goiânia para intensificar a fiscalização do consumo de bebidas alcoólicas em portas de distribuidoras.

De acordo com a promotora de Justiça Alice Freire informou que a Polícia Militar realizou uma operação recente na região metropolitana e flagrou 115 distribuidoras funcionando irregularmente, permitindo o consumo de bebidas no local.

“Todas essas distribuidoras, em todos os 115 casos, estavam exercendo suas atividades irregularmente”, afirmou a promotora. “Além de vender a bebida, estavam colaborando para que o consumo ocorresse no local, disponibilizando mesas e outras facilidades, em desacordo com o Código de Posturas do município.”

Diante dos flagrantes, o MP encaminhou os registros à Prefeitura, solicitando uma fiscalização específica nessas 115 distribuidoras. O objetivo é que, verificada a irregularidade, seja registrada e autuada a respectiva infração administrativa, com sanções que podem ir de multa até a interdição do estabelecimento. A Prefeitura tem 20 dias para cumprir a recomendação. 

“Essa iniciativa visa organizar o espaço público, a convivência nas cidades, evitar a criminalidade e a perturbação do sossego público”, concluiu a promotora Alice Freire.

A primeira recomendação foi feita no começo de agosto.  A demanda foi motivada, conforme o órgão, pelo crescimento de casos de homicídios nestes locais.

Relatório enviado pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC) e anexado pelo MP mostra que mais de 40% dos homicídios consumados ocorridos no município, entre os meses de janeiro e abril de 2024, ocorreram em distribuidoras de bebidas ou próximo a elas. O órgão também enviou uma relação das distribuidoras de bebidas por batalhão/região, por amostragem.

Conforme a promotora Alice de Almeida Freira, o intuito é impedir a venda de bebidas alcoólicas para consumo nesses locais. A situação, ela frisa, é proibida pelo Código de Posturas da capital. Ela observa, ainda, que existem estabelecimentos do tipo que exercem irregularmente atividade própria de bares e restaurantes.

Categorias:
Cidades