FEMINICÍDIO

Operador de máquinas que matou a ex e tirou a própria vida tinha histórico de violência doméstica

Apesar de medida protetiva, casal continuava morando junto. Filha e enteada da vítima foram agredidas durante o crime em Itumbiara

autor e vitima
Pedro da Costa Queiroz e a ex-mulher, Elieser Teodoro da Silva (Foto: reprodução/Redes Sociais)

O relacionamento entre o operador de empilhadeira Pedro da Costa Queiroz e a ex-mulher, Elieser Teodoro da Silva, era marcado por episódios de agressões e ameaças. O homem, que matou a tiros a ex e tirou a própria vida em seguida, já havia sido condenado por violência doméstica há dois anos contra a vítima de 39 anos, que também tinha uma medida protetiva contra ele. Elieser foi morta na tarde de sábado (14), em Itumbiara, no Sul de Goiás.

Em 2024, Pedro foi condenado por violência doméstica contra a ex-mulher. O advogado de defesa do homem, João Barbosa, revelou que, mesmo após a condenação, o casal não se separou. De acordo com ele, Pedro procurou ajuda na quinta-feira (12) e contou que chegou em casa bêbado e tentou enforcar a vítima enquanto ela realizava os afazeres domésticos.

A recomendação da defesa foi para que Pedro cumprisse rigorosamente a ordem judicial e se mudasse da casa. Em resposta, segundo o advogado, o autor alegou que o casal estava bem.

Agressões e depoimentos

O crime ocorreu no Setor Santa Rita, onde o casal ainda morava junto, mesmo após a medida protetiva ser concedida em favor da vítima pela Justiça. Elieser havia denunciado Pedro por ameaças e danos em fevereiro deste ano, o que resultou na ordem judicial de afastamento. Porém, como destacou a Polícia Civil, os dois continuavam vivendo sob o mesmo teto.

No momento do crime, além de Elieser, Pedro também agrediu a filha de 15 anos do casal e a enteada dela, desferindo uma coronhada na cabeça da jovem. A adolescente foi socorrida, não corre risco de vida e é considerada uma das testemunhas do que aconteceu durante a discussão entre o casal.

Segundo o delegado, Felipe Sala, um inquérito policial foi aberto para investigar os fatos. No entanto, o processo pode ser arquivado devido à extinção da punibilidade, já que o investigado faleceu.