CERATINA FIORESEANA

Pesquisadores descobrem espécie de abelha em Água Fria de Goiás

Espécie foi descoberta por pesquisadores da Bayer, que estão na região desde 2017

Foto: Reprodução/Bayer

Uma nova espécie de abelha foi descoberta em uma fazenda localizada no município de Água Fria de Goiás. Batizada de Ceratina (Ceratinula) fioreseana, a nova espécie é classificada como solitária, uma vez que não vive em colônias, e atua como polinizadora-chave em ecossistemas naturais e agrícolas. A descoberta foi feita pelos pesquisadores Heber Luiz Pereira e Flavízia Freitas de Oliveira, integrantes de um projeto científico da empresa Bayer que realiza estudos na fazenda desde o ano de 2017.

O nome da abelha foi uma homenagem à família Fiorese, dona da Fazenda Nossa Senhora Aparecida e primeiros a participarem do projeto Bayer Forward Farming no Brasil, que descobriu o inseto. A abelha fioreseana é do subgênero Ceratina Ceratinula, popularmente conhecido como abelhas carpinteiras pequenas, no Centro-Oeste brasileiro.

Segundo Flafízia, uma das pesquisadores responsáveis pela descoberta, a nova espécie é facilmente distinguida pelo padrão de manchas faciais e cor amarelo-mel das pernas, assim como a genitália masculina bastante diferenciada, em relação a espécie mais próxima, a Ceratina (Ceratinula) manni Cockerell, encontrada no Nordeste brasileiro. Ela destaca que, dos subgêneros registrados, a Ceratina (Ceratinula) é a mais diversificada, com 38 espécies nas Américas, sendo 15 encontradas no Brasil.

A gerente de Inteligência Tropical da Bayer, Cláudia Quaglierini, ressalta o papel essencial das abelhas na natureza e, segundo ela, o investimento da indústria na agricultura sustentável e de preservação faz com que o ciclo de produção permaneça saudável e em harmonia;

“Atualmente, mais de 75% da produção de alimentos precisa da polinização das abelhas. A medida em que a indústria investe em pesquisas que promovem diálogos abertos entre os setores produtivos, ela está desempenhando um papel fundamental para a agricultura sustentável”, diz.