TRÁFICO INTERNACIONAL

Polícia goiana fecha cerco para localizar último procurado em operação que deixou seis mortos

Suspeitos são apontados como integrantes de uma organização internacional de tráfico de drogas. Aeronaves e drones auxiliam nas buscas

Seis suspeitos morreram em confronto com a PM - (Foto: reprodução/PM)
Seis suspeitos morreram em confronto com a PM - (Foto: reprodução/PM)

Subiu para seis o número de suspeitos de tráfico internacional de drogas mortos durante confrontos com a Polícia Militar (PM) em áreas de mata na região sudeste do Tocantins. Equipes de Goiás e do Estado tocantinense seguem em cerco para localizar o último investigado do bando, que segue sendo procurado. Aeronaves e drones termais estão sendo empregados na busca.

LEIA TAMBÉM:

O grupo criminoso foi localizado durante o fim de semana em uma pista clandestina entre Paraná e São Salvador. Foram apreendidos cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína e uma aeronave utilizada no transporte. A operação conjunta foi realizada pela Polícia Federal (PF) e PM do Estado de Goiás, com apoio da corporação do Tocantins. 

Para conseguir fazer o flagrante, os policiais goianos ficaram cerca de dez dias infiltrados na mata. Quatro das mortes ocorreram no domingo (22), quando houve intensa troca de tiros entre o bando e as equipes policiais. Na terça-feira (24), outros dois suspeitos foram baleados em confronto com a PM em uma região de mata, para onde fugiram. Foram apreendidos dois revólveres calibre 38. 

A perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para retirar os corpos. Na madrugada desta quarta-feira (25), a PM também cumpriu um mandado de prisão em aberto contra um homem suspeito de envolvimento com organização criminosa. Ele foi encaminhado à autoridade competente e permanecerá à disposição da Justiça. O envolvimento desse suspeito com os demais criminosos ainda será investigado.

A suspeita é de que o bando faça parte de uma organização criminosa transnacional especializada em transportar drogas, como cloridrato de cocaína. Os entorpecentes seriam pegos na Bolívia e, então, descarregados em carros e caminhões no Tocantins, com o objetivo de abastecer regiões do país.