Polícia prende motorista suspeito de matar jovem na GO-330 e fugir
Investigado de 55 anos já tinha condenações por embriaguez e CNH vencida
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu, nesta terça-feira (12), o condutor do carro que fugiu após se envolver em um acidente na GO-330, entre Orizona e Vianópolis, que resultou na morte do técnico em agropecuária Felipe Félix Freitas, de 20 anos. A vítima estava em uma motocicleta quando ocorreu a batida, no último dia 4 de maio. Já o suspeito estava com a CNH vencida, além do direito de dirigir suspenso por duas condenações por embriaguez ao volante.
Segundo o delegado Kennet Andersson, ao Mais Goiás, à época, havia indícios de que o motorista do carro havia ingerido bebida alcoólica. Inclusive, no veículo havia algumas latas de cerveja e líquido derramado. Elas estavam abertas. Após o acidente, ele e uma passageira fugiram sem prestar socorro. Felipe morreu no local.
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Quanto ao acidente, o técnico em agropecuária conduzia a motocicleta quando foi atingido na traseira por um carro no mesmo sentido. Com o impacto, o jovem foi arremessado ao chão e não resistiu aos ferimentos. Já o automóvel perdeu o controle e saiu da pista.

Prisão
Nesta terça-feira, o delegado Kennet cumpriu mandados de prisão preventiva e busca domiciliar contra o suspeito, um homem de 55 anos. Ele foi indiciado por homicídio qualificado ocorrido na rodovia GO-330, embriaguez ao volante e violação de suspensão do direito de dirigir.
Segundo a corporação, “as investigações, que se iniciaram para averiguar homicídio culposo no trânsito, apontaram que o investigado passou o dia ingerindo bebida alcoólica, sendo identificadas testemunhas que relataram que ele conduzia o veículo em alta velocidade e em zigue-zague pela rodovia, expondo a risco todos os usuários da via. Diante desse cenário, a Autoridade Policial concluiu pela presença de dolo eventual, uma vez que o agente assumiu o risco de produzir o resultado morte”.

Ainda conforme a PCGO, o suspeito possui duas condenações transitadas em julgado pelo crime de embriaguez ao volante, ambas com determinação de suspensão do direito de dirigir. Uma delas, inclusive, ainda estava vigente quando houve o acidente no último dia 4. Além disso, a CNH dele estava vencida desde 2020.
O acusado não teve a identidade divulgada. Dessa forma, não foi possível localizar a defesa do mesmo.