Terça-feira, 03 de Novembro de 2026
'DEPÓSITO FAKE'

Polícia prende suspeitos de aplicar golpes no comércio com falsos pagamentos

As principais vítimas do golpe conhecido como Depósito Fake eram lojas revendedoras de pneus

Por - Goiânia, GO
Publicado em: • Atualizado em:
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A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, na última quarta-feira (19), dois suspeitos da prática do crime de estelionato contra lojas revendedoras de pneus. Os indivíduos aplicavam o golpe conhecido como “depósito fake”, em que compravam pneus e utilizavam um aplicativo que simulava transferências bancárias para enganar as vítimas.

Os dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Senador Canedo e Goiânia no âmbito da Operação Pneuma, conduzida pelo delegado Leonardo Sanches. De acordo com a Polícia Civil, os investigados são especializados em praticar estelionatos na modalidade Depósito Fake e suas principais vítimas eram sempre as revendedoras de pneus.

Segundo o delegado, os dois indivíduos foram presos no dia 22 de julho, em Goiânia, pela prática de estelionato. Porém, foram colocados em liberdade após receberem um alvará de soltura. No dia 8 de agosto, com 15 dias de liberdade, a dupla voltou a cometer o crime, dessa vez contra uma revendedora de pneus do município de Silvânia, chamada Ferreira Importados.

Na revendedora de Silvânia os suspeitos simularam a compra de seis pneus no valor de R$ 6.780,00, aplicando em seguida o golpe do Depósito Fake. Porém, os policiais conseguiram, através de câmeras de monitoramento da cidade de Bonfinópolis, identificar a placa do automóvel utilizado pelos criminosos e comprovar o dia e a hora em que eles utilizaram uma carretinha reboque para o transporte dos pneus adquiridos.

Quanto aos pneus, os investigados alegaram que os venderam para um caminhoneiro não identificado. Segundo o delegado, os investigados se preparavam para praticar mais um golpe no dia em que foram presos.

O golpe do ‘depósito fake’

De acordo com o delegado Leonardo Sanches, o golpe consistia na ida dos suspeitos às lojas revendedoras de pneus para compra dos produtos. Lá, eles abriam aplicativos que simulavam transferências bancárias e e realizavam depósitos falsos para a conta do comerciante. “Eles, então, mandavam um comprovante no WhatsApp do dono da loja, ou do vendedor e aí eles autorizavam a retirada da mercadoria. Os próprios estelionatários investigados carregavam os pneus e colocavam na carretinha e logo em seguida seguiam em direção a Goiânia”, detalha Sanches.

 

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