GASOLINA

Postos não são responsáveis por alta recente nos combustíveis em Goiás, diz Sindiposto

Entidade afirma que aumentos nos combustíveis estão sendo aplicados por distribuidoras e alerta para dificuldades na reposição de estoques

gasolina x etanol
Bomba de gasolina, combustíveis (Foto: Jucimar de Souza/Mais Goiás)

Os postos de combustíveis em Goiás afirmam que não são responsáveis pelos recentes aumentos nos preços da gasolina e do diesel. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto-GO), os reajustes estariam sendo aplicados pelas distribuidoras, que passaram a vender o combustível mais caro aos revendedores nos últimos dias.

Em nota divulgada no fim da tarde de segunda-feira (9), o sindicato afirmou que várias distribuidoras “promoveram aumentos considerados expressivos nos valores cobrados dos postos, mesmo sem anúncio oficial de reajuste nas refinarias da Petrobras”. Em alguns casos, segundo a entidade, “os revendedores sequer foram avisados previamente sobre a mudança de preços”.

Combustível já com preço definido

De acordo com o Sindiposto, os postos não têm controle sobre o valor que recebem das distribuidoras. O combustível é adquirido pelos revendedores já com o preço estabelecido nas bases de distribuição, o que impacta diretamente o custo de reposição dos estoques.

No Brasil, os preços dos combustíveis são livres em toda a cadeia de comercialização. Isso significa que refinarias, importadores, distribuidoras e postos podem definir seus próprios valores conforme as condições de mercado.

Além da elevação nos preços, o sindicato informou que alguns estabelecimentos têm enfrentado restrições nas entregas de combustível. Há casos de distribuidoras que estão limitando volumes ou atrasando o atendimento dos pedidos feitos pelos postos.

Essa situação, de acordo com a entidade, pode dificultar a reposição de estoques e comprometer a previsibilidade do abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Conflito internacional pode ter influenciado cenário

Questionado pelo Mais Goiás sobre quanto tempo os aumentos podem durar, o sindicato afirmou que “não há previsão”. A entidade avalia que a situação pode estar relacionada ao cenário internacional, especialmente ao conflito no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Por causa dessas incertezas no mercado global, o sindicato também informou que não é possível estimar até quanto o preço do combustível pode subir.

Situação do abastecimento em Goiás

Fila de carros em Maurilândia (Foto: Arquivo enviado ao Mais Goiás)

Nos últimos dias, moradores de Maurilândia relataram filas em um posto de combustível da cidade após rumores de possível falta de gasolina. Segundo o Sindiposto, o município possui quatro postos cadastrados, mas três estão fechados há algum tempo. O único estabelecimento em funcionamento continuava com combustível disponível até o momento do levantamento.

Ressaltou ainda que não há registro de falta generalizada de combustíveis em Goiás, embora algumas dificuldades pontuais de abastecimento possam ocorrer.