Preço de frutas, verduras e hortaliças sobem mais de 120% com chuvas em Goiás
Repolho é o maior vilão, seguido pela cenoura e cebola. Frutas já estão 33% mais caras
O início chuvoso e os reflexos das tempestades que castigaram Goiás impactaram de forma negativa os preços dos alimentos no Estado. Legumes, verduras e frutas sofreram aumentos estrondosos neste mês de março, se comparado a fevereiro, conforme a Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa).
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O repolho foi a hortaliça com o maior aumento registrado pela central, de 128,57%. Na mesma categoria se destacam também a cenoura (alta de 77,77%), cebola (alta de 50%) e a beterraba (alta de 12,50%).
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Frutas e legumes também não ficaram para trás. A abobrinha verde, por exemplo, está 44,44% mais cara, assim como a cerejinha (33,33%), mamão (33,33%) e o maracujá (21,42%). O aumento também foi percebido no quiabo (25%) e no pimentão (20%). Ao todo, 19 itens devem pesar no bolso do consumidor final devido a aumentos.
“As chuvas torrenciais estão prejudicando a produção. A produtividade de hortaliças é menor nessa época, e um aumento de preços era esperado. Porém, o volume de chuvas aumentou e se tornaram mais intensas, o que prejudicou a oferta desses alimentos. Secas, geadas e chuvas em excesso prejudicam a produção de alimentos em todo o mundo”, explica o economista Luiz Carlos Ongaratto.
Arroz também pode ser afetado
De acordo com Luiz, a produção de arroz também deverá ser afetada pelo clima. No entanto, há poucas chances de o preço subir, devido à grande oferta do produto no mercado e à queda de preços do alimento.
Outros alimentos que compõem a mesa do brasileiro e, especialmente, do goiano, como feijão e carne, não devem ser afetados. Ao final do período chuvoso, os alimentos que estão em alta também devem ficar mais acessíveis.
No entanto, o economista afirma que o consumidor precisa pesquisar na hora de ir às compras, a fim de economizar. No caso das feiras, uma dica é ir quando as bancas estão prestes a fechar, o que possibilita encontrar ofertas mais atraentes.
“O ideal é sempre pesquisar preços. Será difícil não sofrer com o impacto desse aumento, pois é algo da sazonalidade. A opção é tentar substituir um alimento que está caro por outro mais barato”, conclui.