Prejuízo de R$ 22 milhões: cinco são presos em Goiás por golpe do falso boleto via Pix
Operação cumpriu mandados em Goiânia, Trindade e Senador Canedo. Grupo criava sites falsos de concessionárias para enganar consumidores do Amapá que faziam pagamentos por Pix
Cinco pessoas foram presas em Goiás, suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável por aplicar o golpe do falso boleto via Pix, que provocou um prejuízo estimado em R$ 22 milhões a centenas de vítimas. A operação foi realizada nesta quinta-feira (2) em Goiânia e Trindade, com mandados de busca e apreensão também cumpridos em Senador Canedo.
Segundo a Polícia Civil, o grupo montava sites falsos que imitavam páginas oficiais de concessionárias de água e energia para desviar pagamentos feitos por consumidores, principalmente no Amapá. As investigações apontam que a organização criminosa tinha base operacional em Goiás e era formada por pelo menos 18 integrantes, cada um com funções específicas, como desenvolvimento dos sites, movimentação financeira e administração de empresas de fachada usadas para receber os valores desviados. O mentor do esquema já havia sido preso há cerca de três meses, durante a primeira fase da operação.
Ainda conforme a investigação, os criminosos impulsionavam as páginas falsas para que elas aparecessem entre os primeiros resultados dos mecanismos de busca na internet. Assim, quando o consumidor pesquisava o site da concessionária, acabava acessando a página fraudulenta sem perceber.
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“Descobrimos a organização criminosa que estava criando os sites falsos e emitindo boletos falsos depois que as pessoas começaram a pagar suas contas achando que estavam realmente pagando para a concessionária e eram cobradas depois. A partir daí, elas descobriam que tinham caído em um golpe”, explicou o delegado Ederson Martel, da Polícia Civil do Amapá.

Ao gerar um boleto ou optar pelo pagamento via Pix, o dinheiro era transferido para contas ligadas a empresas de fachada controladas pela organização criminosa, em vez de ser destinado à concessionária responsável pela cobrança.
Nesta segunda fase da operação, além das cinco prisões, a Polícia Civil cumpriu mandados para reunir novas provas e identificar outros integrantes da quadrilha.
As investigações continuam para identificar novos envolvidos no esquema.
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