Presos suspeitos de matar jovem dentro do Padre Pelágio
Segundo a polícia, cinco maiores e dois adolescentes que cometem crimes ao longo do Eixo Anhanguera foram quem esfaquearam Rafael Júnio de Almeida em dezembro passado
Um grupo que comete furtos e roubos dentro do Eixo Anhanguera, segundo a polícia, foi quem esfaqueou, na tarde do último dia 27 de dezembro, dentro do Terminal Padre Pelágio, em Goiânia, Rafael Junio de Almeida, de 21 anos. Suspeitos do crime, dois adolescentes foram apreendidos e três maiores acabaram presos durante uma operação desencadeada pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) na manhã desta quinta-feira (30).
De acordo com o delegado Thiago Martimiano, adjunto da DIH, ao todo oito pessoas estão ligadas diretamente ao assassinato, entre eles três menores, um deles de apenas 10 anos. “Esta criança, que não foi localizada, mas também não pode ser incriminada por ter menos de 12 anos, tinha a função de levar e trazer as facas usadas pela quadrilha nos delitos”, destacou o delegado.
Além da criança que ainda não foi localizada, dois maiores também continuam foragidos, mas já tiveram suas prisões decretadas. Foram presos hoje Geferson Oliveira Neiva, de 20 anso, Hítalo Alexandre Honorato, de 19 anos, e Natanael Pereira dos Santos, de 20 anos. Durante a operação, a polícia também apreendeu dois adolescentes, um de 16, e outro de 17 anos.
O crime, segundo as investigações, teria acontecido após um desentendimento entre a vítima e os demais integrantes do bando. “O Rafael também fazia parte da quadrilha, mas a maioria, segundo os menores apreendidos, não gostava dele. Especificamente no dia 27, a briga aconteceu por causa de um boné, sendo o Rafael inicialmente esfaqueado por um menor, e depois agredido com mais facadas e pauladas pelos demais membros do bando”, concluiu Thiago Martimiano.
Após ser agredido, Rafael Junio chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu na manhã do dia seguinte no Hugol. Para não atrapalhar as investigações, o delegado não divulgou o nome dos dois foragidos, e disse apenas que um deles participou de forma efetiva do assassinato, e o outro vende doces dentro do terminal.