Professora de biologia desaparece no Parque das Emas; drones térmicos e cães reforçam buscas
Bióloga se perdeu de alunas durante catálogo de plantas na tarde de quinta-feira (2); força-tarefa dos Bombeiros trabalha ininterruptamente na reserva
Uma expedição científica para catalogar plantas no Parque Nacional das Emas, em Mineiros, transformou-se em uma operação de resgate de alta complexidade. Desde o final da tarde de quinta-feira (2/4), o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) mobiliza frentes de busca para localizar uma professora de biologia, 52 anos, moradora de Quirinópolis, que desapareceu após se distanciar de duas alunas em meio à mata fechada.
De acordo com os relatos das estudantes, o grupo utilizava um GPS para se guiar pela imensidão da reserva, mas, durante o trajeto de retorno ao veículo, a professora acabou se separando das jovens. Após tentarem localizá-la por conta própria sem sucesso, as alunas buscaram socorro junto à direção do parque, que acionou o 16º Batalhão dos Bombeiros por volta das 18h30.
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Buscas no Parque das Emas
As equipes de resgate não pararam durante a madrugada. Na varredura inicial, estão sendo utilizados drones equipados com câmeras térmicas, capazes de detectar o calor humano mesmo sob a vegetação densa do Cerrado, e também o suporte estratégico de brigadistas do parque e militares de Mineiros.
Agora, as buscas continuam com reforços especializados. Já estão a caminho os chamados binômios — duplas formadas por bombeiros e cães de busca —, ferramentas essenciais para o rastreio terrestre onde a visão aérea é limitada.
Mobilização dura 15 horas
Segundo a corporação, a operação de busca e salvamento já ultrapassa as 15 horas de mobilização. Apesar do emprego de tecnologia de ponta, as equipes ainda não encontraram vestígios ou objetos que indiquem o paradeiro da bióloga.
O Parque Nacional das Emas é conhecido por sua vasta extensão e vegetação característica, o que exige um trabalho minucioso de rastreamento. Oficiais de dia e militares de prontidão permanecem acampados e em incursões constantes dentro da reserva.
O rastro na mata
A expectativa agora está no reforço das equipes de cães farejadores, fundamentais para localizar trilhas em locais onde a visão aérea dos drones pode ser limitada. O Corpo de Bombeiros reitera que a operação continuará sem interrupções até que a professora seja localizada.
Até o fechamento desta matéria, não houve novas atualizações sobre o estado de saúde ou a localização da vítima.
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